ESTANTE DE LIVROS DE MENSAGENS

domingo, 13 de janeiro de 2013

QUANDO ME AMEI DE VERDADE

Quando me amei de verdade, compreendi que em qualquer circunstância, eu estava no lugar certo, na hora certa, no momento exato.
E então, pude relaxar.
Hoje sei que isso tem nome... Auto-estima.
Quando me amei de verdade, pude perceber que minha angústia, meu sofrimento emocional, não passa de um sinal de que estou indo contra minhas verdades.
Hoje sei que isso é...Autenticidade.
Quando me amei de verdade, parei de desejar que a minha vida fosse diferente e comecei a ver que tudo o que acontece contribui para o meu crescimento.
Hoje chamo isso de... Amadurecimento.
Quando me amei de verdade, comecei a perceber como é ofensivo tentar forçar alguma situação ou alguém apenas para realizar aquilo que desejo, mesmo sabendo que não é o momento ou a pessoa não está preparada, inclusive eu mesmo.
Hoje sei que o nome disso é... Respeito.
Quando me amei de verdade comecei a me livrar de tudo que não fosse saudável... Pessoas, tarefas, tudo e qualquer coisa que me pusesse para baixo. De início minha razão chamou essa atitude de egoísmo.
Hoje sei que se chama... Amor-próprio.
Quando me amei de verdade, deixei de temer o meu tempo livre e desisti de fazer grandes planos, abandonei os projetos megalômanos de futuro.
Hoje faço o que acho certo, o que gosto, quando quero e no meu próprio ritmo.
Hoje sei que isso é... Simplicidade.
Quando me amei de verdade, desisti de querer sempre ter razão e, com isso, errei muitas menos vezes.
Hoje descobri a... Humildade.
Quando me amei de verdade, desisti de ficar revivendo o passado e de preocupar com o futuro. Agora, me mantenho no presente, que é onde a vida acontece.
Hoje vivo um dia de cada vez. Isso é... Plenitude.
Não devemos ter medo dos confrontos... Até os planetas se chocam e do caos nascem as Estrelas.
Quando me amei de verdade, percebi que minha mente pode me atormentar e me decepcionar. Mas quando a coloco a serviço do meu coração, ela se torna uma grande e valiosa aliada.
Tudo isso é... Saber viver!!!

BOM DOMINGO




quinta-feira, 3 de janeiro de 2013

OBRIGADO JESUS





MESTRE JESUS


Bem, falemos de Jesus ou melhor, da relação que temos com ele.

Jesus era conhecido como Rabi ou Mestre. E era.
Jesus foi considerado na codificação de Modelo e Guia da humanidade, e ele - ele - o é.
Jesus é chamado por muitos, espíritas inclusive, de Senhor Jesus. Talvez, o chamar Jesus de Senhor, no meio espírita, tenha origem no livro Obreiros da Vida Eterna, com o hino "Glória aos Servos Fiéis "..

Tudo muito bom tudo muito belo. Mas, isso é verdadeiro? Não ele ter sido conhecido por todos esses nomes - mestre, rabi, modelo, guia e até mesmo senhor e sim, os que chamam ele dessa forma, o sentem verdadeiramente assim?

Lembro que Mestre, requer discipulos; modelo e guia precisa de quem o siga. Nós o seguimos? Temos sido REALMENTE seus discipulos?

Lembro também que  o proprio Jesus disse: "E por que me chamais, Senhor, Senhor, e não fazeis o que eu digo?" (Lucas,6) e "Nem todo aquele que me diz: Senhor, Senhor, entrará no Reino dos céus, mas sim aquele que faz a vontade de meu Pai que está nos céus." (Mateus, 7)

É lindo cantarmos e lermos o "ó, Senhor, (ó meu Senhor), Eis-nos aqui, queremos ser seus servos fiéis, enche-nos as mãos de dádivas benditas, para que repartamos em seu nome: A lei do bem, A luz da perfeição, O   alimento do amor, A alegria da paz, A força da fé, A coragem, A esperança, ..." mas, seria muito mais lindo se não só ficassemos no desejo, nas palavras bonitas, porém vãs e nos dedicassemos - TODOS - a sermos - DE FATO - seguidores dos exemplos do modelo e guia de perfeição que o homem pode aspirar na Terra.

quarta-feira, 2 de janeiro de 2013

A ENERGIA MENTAL


A energia mental é o fermento vivo que improvisa, altera, constringe, alarga, assimila,
desassimila, integra, pulveriza ou recompõe a matéria em todas as dimensões.
Por isso mesmo, somos o que decidimos, possuímos o que desejamos, estamos onde
preferimos e encontramos a vitória, a derrota ou a estagnação, conforme imaginamos.
A história da Criação, no livro de Moisés, idealizando o Senhor diante do abismo,
simboliza a força da mente e perante o cosmo.
“Faça-se a Luz _ determinou a Divina Vontade _ e a luz se fez sobre as trevas”.

Ama a Deus, Nosso Pai - ensinava Ele -, com toda a tua alma, com todo o teu coração e
com todo o teu entendimento.
Ama o próximo como a ti mesmo.
Perdoa ao companheiro quantas vezes se fizerem necessárias.
Empresta sem aguardar retribuição.
Ora pelos que te perseguem e caluniam.
Ajuda aos adversários.
Não condenes para que não sejas condenado.
A quem te pedir a capa cede igualmente a túnica.
Se alguém te solicita a jornada de mil passos, segue com ele dois mil.
Não procures o primeiro lugar nas assembléias, para que a vaidade te não tente o
coração.
Quem se humilha será exaltado.
Ao que te bater numa face, oferece também a outra.
Bendize aquele que te amaldiçoa.
Liberta e serás libertado.
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Dá e receberás.
Sê misericordioso.
Faze o bem ao que te odeia.
Qualquer que perder a sua vida, por amor ao apostolado da redenção, ganhá-la-á mais
perfeita, na glória da eternidade.
Resplandeça a tua luz.
Tem bom ânimo.
Deixa aos mortos o cuidado de enterrar os seus mortos.


Trabalha e confia, na certeza de que o Senhor da Obra te observa e segue vigilante.
Não duvides, nem temas.
Dá o melhor de ti mesmo a Seara da vida, e o Divino Lavrador, sem que percebas,
pendurará nas frondes do teu ideal a floração da esperança e a messe do triunfo.

Ainda que eu falasse as línguas dos homens e dos anjos,
e não tivesse caridade, seria como o metal que soa ou
como o sino que tine”.- PAULO. (I Coríntios, 13:1.).
Parafraseando o Apóstolo Paulo, ser-nos-á lícito afirmar, ante as lutas renovadoras do diaa-
dia:
- se falo nos variados idiomas do mundo e até mesmo na linguagem do Plano Espiritual, a
fim de comunicar-me com os irmãos da terra, e não tiver compreensão dosa meus
semelhantes, serei qual gongo que soa vazio ou qual martelo que bate inutilmente;
- se cobrir-me de dons espirituais e adquirir fé, a ponto de transplantar montanhas, se não
tiver compreensão das necessidades do próximo, nada sou;
- e se vier a distribuir todos os bens que acaso possua, a benefício dos companheiros em
dificuldades maiores que as nossas, ou entregar-me à fogueira em louvor de minhas próprias
convicções, e não demonstrar compreensão, em auxílio dos que me cercam, isso de nada
me aproveitaria.
A compreensão é tolerante, prestimosa, não sente inveja, não se precipita e não se
ensoberbece em coisa alguma. Não se desvaira em ambição, não se apaixona pelos
interesses próprios, não se irrita, nem suspeita mal. Tudo suporta, crê no bem, espera o
melhor e sofre sem reclamar. Não se regozija com a injustiça e, sim, procura ser útil, em
espírito e verdade.
De todos as virtudes, permanecem por maiores a fé, a esperança e a caridade; e a
caridade, evidentemente, é a maior de todo, entretanto, urge observar que, se fora da
caridade não há salvação, sem compreensão a caridade falha sempre em seus propósitos,
sem completar-se para ninguém.


“A LIBERTAÇÃO SÓ VIRÁ COM A REFORMA INTIMA”


         “A LIBERTAÇÃO SÓ VIRÁ COM A REFORMA INTIMA”

                        Para iniciarmos o tema se faz necessário uma análise sobre a visão da dor, sob o ponto de vista de que, quanto mais grave o mal, tanto mais enérgico deve ser o remédio, pois o ser humano, espírito reencarnado na Terra, enfrente terrível inimigo conhecido como dor, mas por necessidade evolutiva, já que para os Espíritos Superiores a dor é mecanismo de progresso espiritual, constituindo-se, pois, numa instrutora em nossa vida.
                        A dor pode apresentar-se em três aspectos: física, espiritual e moral e recebem denominações várias: angústias, amarguras, aflições, tristezas, solidão, despeito, mágoa, ciúme, inveja, ingratidão, insegurança, irritação, indiferença, egoísmo, orgulho e todo um rosário de outras manifestações do espírito que se expressam na sua estruturação interna, com repercussões externas, incomodando-o profundamente e por isso, muito simples entender o que pretendemos mostrar. Não existisse a dor, o que aconteceria com a mão esquecida sobre uma chapa incandescente?

                        Como ficariam nossos pés se caminhássemos sobre espinhos ?  Se fossemos insensíveis ao choque elétrico, que conseqüências adviriam?

                        Para a medicina da terra a dor física é um sintoma de alarme, apresentando pelo organismo, dizendo que algo não vai bem com o seu funcionamento e vista dessa forma, a dor física deixa de ser uma inimiga e passa a ser uma grande aliada do nosso organismo ou do nosso corpo, pois este autêntico alarme revela que devemos parar e nos cuidar, de forma a atenuar ou aliviar por completo a sua presença desagradável e a forma mais eficaz para evitar a recidiva de qualquer sofrimento é descobrir a sua causa, pois quando descoberta, a criatura inicia toda uma vigilância a fim de não o provocar, agindo de forma a neutralizar a sua fonte geradora.

                        O mesmo procedimento devemos adotar com as nossas dores da alma, isto é, a dor moral, aquela que atinge diretamente o espírito, acima referidas, que se mostram, na maioria, de difícil erradicação, tendo em vista que também existe a necessidade de descobrir-se a causa, a sua origem, muitas delas não encontradas nesta vida, mas no passado reencarnatório, dificultando muito a sua descoberta para quem não for um médico ou um psicoterapeuta reencarnacionista.

                        Pois bem, depois de encontrar os analgésicos para o alivio da dor física, a medicina terrena moderna chegou à conclusão de que o sistema que dispara a dor física tem seu fulcro central na alma, no processo emocional que funciona no interior de cada um, evidenciando-se para a medicina dos homens que a dor física tem sua origem no desajuste da alma, é uma enfermidade espiritual que Jesus, o Médico por Excelência, veio tratar através de um medicamento chamado AMOR, que é o grande antídoto contra a dor do espírito, o medicamento que deve ser “ingerido” para neutralizar o seu surgimento, sem custo financeiro, já que não é encontrado nas farmácias, mas sim no interior da alma humana.

                        Fugir da dor, portanto, libertar-se do sofrimento são anseios buscados pelo espírito reencarnado, ou na erraticidade ligados à Terra, e ainda estigmatizados pela necessidade de incorporar ao seu conviver com o próximo, consigo mesmo, e conseqüentemente com Deus, os verdadeiros valores da Vida e com o advento da Doutrina Espírita, sabemos que tais valores se acham em estado embrionário em nosso íntimo mais profundo, carecendo de serem encontrados e trabalhados, porque temos, os espíritas, a melhor noção de que somos espíritos imortais, com um destino fatal – a perfeição logo, este é um determinismo Divino – somos perfectíveis.

                        Vejamos, inicialmente, que a dor, seja física ou espiritual, é sofrida por quem a provoca e que nunca bate em porta errada e assim, não há porque, em hipótese alguma, atribuir a terceiros a culpa de nossas dores, pois que eles resultam das atitudes, dos procedimentos, das ações praticadas contra a Vida, ou, como queiram, contra Deus portanto, estivesse a dor fora de mossa realidade, estaríamos reencarnados em outro mundo e por essa razão, importa termos a consciência de que não é com o próximo que o ofensor contrai uma dívida – compromete-se, porque, caso seja perdoado pelo ofendido, como ficaria a dívida contraída pelo ofensor?  Sem resgate, sem pagamento ?

                        Assim sendo, saindo o ofendido com o seu perdão do ciclo energético negativa criado pelo ofensor, este será trazido às instâncias da Lei, de onde estiver, para aprender, através do mecanismo da dor, a não reincidir no mesmo erro e desta forma, aqui na Terra, estamos aprendendo, em essência, a não errar mais e daí observar-se, que Deus a ninguém liberta gratuitamente de suas faltas, por mais possam apregoar certas doutrinas cristãs, as quais preceituam que a aceitação simplista de Jesus, como o Salvador, seja o suficiente para que o crente se livre da dor porém, transferir para outrem, para Jesus mesmo, as suas faltas a fim de que seja perdoado e liberto da dor, é um ledo engano que não encontra respaldo na lógica da Justiça Divina.

                        Entorpecer o corpo de prazeres, segundo correntes materialistas científicas ou filosóficas, a ninguém isenta da dor – existe, sim, a necessidade de assumir a responsabilidade de uma mudança comportamental, mudança que sempre pode libertar o indivíduo da dor, quando bem realizada segundo padrões éticos/morais/cristãos e ignora que aconselha a busca dos prazeres como forma de libertação da dor, pois eles não costumam atender a sede total de quem os busca de forma desordenada – muito pelo contrário, leva aos desvarios provocados pelas drogas alucinógenas, estupefacientes, quando usadas para se chegar a essa alegrias superlativas, diferentes, aquelas que projetam a criatura para fora de sua realidade. A consciência enferma que busca estes elementos nocivos para alegrar-se não pode ser conduzida à felicidade que não merece, nem à paz que não faz jús.

                        A dor espiritual, principalmente, tem uma tarefa na sua postura existencial de servidora do ser humano: provocar-lhe o despertar consciencial, mostrando-lhe a necessidade do reequilibrio emocional diante da Lei Natural, o que redunda em fortalecer o seu sistema imunológico e dessa forma, a linguagem da dor e o seu objetivo educativo repontam apenas em poucas pessoas, aquelas com certo amadurecimento espiritual, capacitadas a escutar e a entender o seu funcionamento na Vida, no seu contexto dual, isto é, material e espiritual.

                        Sócrates, Francisco de Assis, Martin Luther King Júnior, Joanna D’Arc, Gandhi, John Fitzgerald Kennedy, Madre Tereza, Chico Xavier e tantos outros sentiram o aguilhão da dor na carne, sem permitir que ela lhes atingisse a alma;

                        eles que sofreram a dor da humilhação, do cárcere injusto, de arbitrários julgamentos, mantendo, não obstante, a força do amor nos corações, oferecendo, assim, para os pósteros, o testemunho de suas condições internas de leais servidores do Bem e da Humanidade tal qual moeda de resgate e alta concessão divina, a dor ajuda a fixar o bem em que a sofre e “Com a sua ausência ignoraríamos a paz, desconsideraríamos a alegria, maldiríamos a saúde” diz-nos Joanna de Ângelis.

                        Nosso dever, portanto, é a fixação da prática do bem em nossas telas mentais, em nosso inconsciente, ou psiquismo de profundidade, a fim de que este responda sempre aos nossos apelos nobres, às nossas justas iniciativas, preparado que se acha para responder de conformidade com o que nele introjetamos, já que nosso inconsciente é terra fértil, nem boa nem má, que apenas armazena o que lhe enviamos pela zona consciente, devolvendo, como recebeu, as nossas emoções e os nossos sentimentos, as nossas alegrias e as nossas mágoas, as nossas venturas e as nossas aflições --- acalmar-se, tranqüilizar o emocional, eis a palavra de ordem do consciente ao inconsciente, embora a tormenta externa nos atinja e nos faça sofrer e requisitado, o inconsciente responderá de conformidade com o que lhe enviou o consciente, repitamos.

                        Para Jesus a dor sofrida é felicidade: Ele que soube encarar o sofrimento como um amigo de todas as horas, em todos os instantes de seu sofrimento elegeu a dor para exaltar o amor e a bondade como rota de luz, visando à pacificação geral e assim mesmo prosseguiu imperturbável e nós, devemos seguir o seu exemplo mesmo que estejamos amesquinhados por dores e preocupações, dilacerados por aflições ultrizes, levantemo-nos estóicos e cristãos, com a cabeça aureolada de esperanças, tomemos as asas do amor para com elas louvarmos a Jesus, o Senhor do Bem e da Paz, e sigamos rumos às regiões de Libertação onde nos aguardam todos quantos se amam, após haverem perlustrado os caminhos tortuosos dos enganos.

                        Não nos esqueçamos, que temos às nossas meditações, em “O Evangelho Segundo o Espiritismo”, capítulo V, item 10, que as provações da vida fazem adiantar quem as sofre, quando bem suportadas elas apagam as faltas e purificam o espírito faltoso e quanto mais grave é o mal, tanto mais enérgico deve ser o remédio”, salientam os Espíritos Superiores e continuam: “Dele, depende, pela resignação, tornar proveitoso o seu sofrimento e não lhe estragar o fruto com as suas impaciências, visto que, do contrário, terá que recomeçar”. E, no mesmo livro, capitulo XIV, item 9: “As provas rudes, ouvi-me bem, são quase sempre indício de um fim de sofrimento e de um aperfeiçoamento do Espírito, quando aceitas com o pensamento em Deus.”

                        Ai está, queridos Irmãos, a definição do caminho à ser seguido na busca de nosso crescimento íntimo, na busca da reformulação de nossa Vida com equilíbrio da ciência, da filosofia e da religião e para isso, encontramos na obra de Rodin em Paris, as condições para refletir sobre o tríplice aspecto do Espiritismo e esta observação acontece quando se deita os olhos sobre fotos da obra “As Três Sombras”, na qual o artista traduz três homens apontando seus braços esquerdos para o mesmo lugar e observando melhor, percebe-se o porque do nome da obra;  são três estátuas exatamente iguais em posições diferentes, apontando para uma mesma direção, evidenciando um mesmo objetivo e não sei por que, mas pensei no dilema que vivem alguns espíritas sofrendo para classificar a doutrina como sendo uma ciência, uma filosofia ou uma religião, como se esta questão fosse uma espécie de “enigma” ou “mistério”, justamente no Espiritismo, que nos permite a possibilidade do total despojamento desta natureza de coisas, já que em última análise, elas acabam por transformar em dogmas a serem impostos.

                        Vi aqueles três homens, diferentes em suas posições, mas iguais em seus objetivos, como a representação dos três grandes meios de busca da humanidade: busca do conforto intelectual, mas também espiritual, busca da harmonia e da felicidade, ou seja, busca da verdade, da verdade como conceito fundamental, busca da verdade como resposta às suas questões mais perturbadoras e ao mesmo tempo, e por isso mesmo, mais fundamentais para a sua homeostase psíquica, pois a verdade, por definição, deve ser única e imutável; única, posto que se é verdade não pode ter outra versão ou uma outra possibilidade dentro daquela condição específica à qual existe e determina, e também imutável, posto que se é verdade, é constante dentro da realidade em que é aferida.

                        Esta verdade, a que me refiro, caros Irmãos, é o conhecimento humano, determinando a compreensão de si mesmo e do universo que o cerca, afastando o medo gerado pelo desconhecido e, conseqüentemente, determinando a serenidade, o equilíbrio, o bem-estar e esta procura pela verdade, é algo que sempre existiu na história da humanidade, pelo menos desde que o homem agregou condições suficientes para indagar sua origem e seu destino.

                        Vejamos a ciência, a filosofia e a religião como caminhos, como alternativas ou modos de buscar esta verdade reveladora e acalentadora, pois a ciência busca o alívio das dores humanas, o mesmo se dá com a religião e como a filosofia; entretanto, várias são as diferenças entre estes caminhos --- iniciemos com uma análise da religião, que de certa forma pode ser considerada a mais antiga e a mais difundida maneira de busca, pois ao que deseja trilhar este caminho, basta que haja disposição para tal, pois não exige nenhum conhecimento prévio ou preparo intelectual, não solicita estrutura ou complexidade, apenas a reflexão íntima, partindo do princípio que determinado argumento encontra eco em seu coração e provoca bem-estar, cabendo observar, que não estamos usando o termo “religião” como instituição, mas como ato ou intenção de religar-se, de retornar à origem, de chegar à causa de maneira praticamente imediata, usando como veículo a emoção, o sentimento, sem nenhuma necessidade de comprovação ou coerência, pois economiza etapas, levando aquele que crê diretamente à verdade que é reconhecida por seus anseios e nada mais..

                        É muito reconfortante, pois sacia nossa necessidade de saber, de tentar entender, sem que fiquem as angústias do desconhecido;   entretanto, é um caminho bastante impreciso já que para usufruir de sua velocidade instantânea, desfaz-se de qualquer outro fator regulador ou controlador que não seja seu próprio veículo, qual seja, a emoção e dessa forma, há que se admitir, que de uma maneira ou de outra, é possível que se possam atingir condições totalmente equivocadas por este caminho, mas que tragam, mesmo assim, a sensação necessária para o bem-estar e a serenidade pretendidas e almejadas enfim, de qualquer modo, o objetivo final é aquela verdade que nos fará felizes.

                        Já a ciência pode ser considerada mais recente porém, nem por isso é nova e busca a tal verdade de maneira incessante e sem nenhuma pressa;   entretanto, pensa obsessivamente na precisão, preocupa-se com o erro, resistindo por isso às conclusões finais óbvias e fáceis, tendo como veículo a experimentação, não se contentando com os primeiros resultados, esperando sempre a confirmação que vem de mais experimentações, trilhando o caminho de forma vagarosa, mas confiante, muitas vezes podendo beirar a pretensão enfim, a ciência busca a verdade, todavia, não especula ou não acredita no que vai muito além do que possa ser medido ou observado naquele momento – é muito precisa e segura, mas não traz conforto imediato mas, de uma maneira geral, temos necessidade de ambas as formas de busca, pois podemos ir reformulando nossos conceitos religiosos pelo evolução da ciência, corrigindo os rumos imediatistas da religião e ao mesmo tempo usando esta última como bússola na determinação da direção a ser pesquisada e experimentada.

                        No meio destas duas vias encontramos uma terceira, que nos parece fazer uma ponte entre as duas primeiras, a filosofia, que municia a ciência de hipóteses a serem experimentadas e sacia a religião, dando sentido aos seus conceitos emocionais pois, a filosofia usa como veículo a razão, portanto, experimenta pela observação as hipóteses que constrói, geradas por suas idéias e motivações, tendo no laboratório da mente e de suas argumentações as ferramentas que constroem a verdade.

                        É um caminho intermediário que não tem a morosidade da ciência que necessita de tempo para a consolidação das suas idéias, mas não é tão rápido quanto a religião, já que elabora seus conceitos em bases reais e racionais e não para mente emocionais mas, nem por isso, deixa de buscar a verdade e tem vários pontos de intersecção com os demais.

                        Voltando ao trabalho de Rodin, eu diria que a figura do centro é a filosofia, a da direita é a ciência e da esquerda a religião, todos os três indicando o mesmo objetivo que é a compreensão da verdade e ai, cabe entender, se três caminhos diversos convergem para um mesmo ponto, quanto mais próximos do ponto, mais próximos serão os caminhos, sendo bastante possível que em determinado momento possam confundir-se formando um caminho único e, é assim que vejo o Espiritismo, um ponto à frente da ciência, da filosofia e da religião, sendo portanto único, e ao tempo, os três --- sendo inútil classificá-lo segundo os nossos conceitos antigos, pois para entendê-lo é necessário transgredi-los, desenvolvê-los, mesclando as possibilidades de cada um, suprindo as deficiências de um com as vantagens do outro, e se importando menos com a designação e mais com o conteúdo que, como podemos concluir, é revolucionário e, portanto, inicialmente desconfortável para muitas pessoas.

                        Abaixo do homem intelectualizado, transcendendo sua condição física, estão suas mazelas e dificuldades, inúmeras, porém superadas pelo pensador, que se afasta do inferno que é a ignorância, é a distância da verdade, através do esforço nas três frentes de busca, mas que será finalmente redimida pela luz do saber, do conhecer, do compreender e ai está o privilégio ainda não bem entendido por alguns espíritas;  privilégio, aliás, explicitado por Kardec quando afirma que o Espiritismo é a um só tempo ciência, filosofia e religião; o privilégio de não precisarmos mais cindir em sua busca, de poder crer, ter fé, sem abdicar da razão e buscando na experimentação não só a confirmação, mas o entendimento, o detalhamento de tudo o que mais queríamos saber:  De onde viemos? Quem somos? Para onde vamos? E assim, na conformidade como que acabamos de  ouvir --- os caminhos são o estudo das obras básicas do Espiritismo e os que não estiverem muito dispostos a ler, que ao menos, compareçam às palestras, busquem aprender as lições e colocá-las em prática e que Jesus nos ajude a crescer espiritualmente.  

SÓ PODEREMOS SER FELIZES PRATICANDO O BEM








terça-feira, 1 de janeiro de 2013

TENHA UMA VONTADE FIRME


Algumas pessoas possuem vontade firme e realizadora. Em outras, ela é fraca, insegura.
Todos já realizamos conquistas, movidos pela vontade: no estudo, no trabalho, na aquisição de um bem, e em inúmeros outros momentos e situações da vida.
Ocorre que a força que move a vontade é o interesse. Assim, se estamos verdadeiramente interessados em nossa evolução, havemos de consegui-la, e, para ajudar na aquisição de força de vontade, primeiro passo para qualquer conquista, sugerimos o seguinte:
Obs.: A respiração profunda e o relaxamento harmonizam os ritmos internos, ajudando a fixar melhor as próprias intenções e decisões. É bom lembrar que, nos exercícios respiratórios, não é o tórax que deve inflar e desinflar com a inspiração e expiração, mas o abdômen.
À noite, antes de dormir, faça um relax. Se não estiver muito tenso, bastam algumas respirações profundas, lentas e compassadas, com ordens mentais para relaxar, dirigidas para todo o corpo, parte por parte; se a tensão for mais acentuada, após as respirações profundas e as ordens para relaxar, trabalhe com a imaginação. Imagine que seu corpo é uma indústria no fim do expediente; os operários começam a desligar as máquinas, apagar as luzes e sair de suas seções fechando as portas atrás de si, deixando tudo em silêncio e em repouso. Essa saída dos operários começa pelos dedos dos pés, as plantas dos pés, os tornozelos e assim por diante. Mentalize etapa por etapa essa subida dos operários, que vão todos saindo pelo alto da cabeça. Depois que todos tiverem saído, fica tudo em silêncio e em repouso. Mantenha sempre a idéia de relaxar.
Quando estiver bem relaxado e com o pensamento sereno, formule com clareza e precisão a seguinte idéia: tenho uma vontade firme e realizadora.
Repita várias vezes essa afirmação, sentindo-a profundamente, impregnando-a com o próprio potencial emocional, enviando-a para todo o corpo, sentindo-a penetrar em todos os órgãos e em cada célula do organismo.
Sinta crescer nas profundezas do EU a energia que essa intenção afirmativa vai gerando. Faça isto sem fraquejar, sem questionar se realmente é capaz de ter força de vontade. Acredite em si mesmo.
Pela manhã, antes de levantar, pense em alguma conquista ou aquisição já realizada. Recorde os detalhes das ocorrências e do labor que empregou para conseguir o que desejava. Procure impregnar todo o seu ser com a vitalidade dessa idéia e repita aqueles dizeres: “Tenho uma vontade firme e realizadora.”
Durante o dia, sempre que lembrar, repita o exercício, mesmo sem o relax, apenas com algumas respirações profundas e a repetição do engrama: “Tenho uma vontade firme e realizadora.”

MESTRE E APRENDIZ

E respondendo ao discípulo que lhe pedira ensinasse a orar, disse o Mestre generoso:

Quando rogares amor, não abandones o próximo ao frio da indiferença.

Quando suplicares o dom da  viva, não relegue teu irmão à descrença ou à tortura mental.

Quando pedires luz, não condenes teu companheiro à perturbação nas trevas.

Quando solicitares a bênção da esperança, não espalhes o fel da desilusão.

Quando implorares socorro, não olvides a assistência que deves aos mais necessitados.

Quando rogares consolação, não veicules o desespero à margem do caminho.

Quando pedires perdão, desculpa os que te ofendem.

Quando suplicares justiça, em favor da própria segurança, não te descuides da harmonia de todos que precisas assegurar ao preço de tua renunciação e de tua humildade, a benefício dos que te cercam.

Se reclamares pela claridade da paz, não entendas a sombra da discórdia; se pedires compreensão, não critiques; se aguardares concurso do Céu, não menosprezes a colaboração que o mundo te pede à boavontade.

Assim como fizeres aos outros, assim será feito a ti mesmo.

Segundo plantares, colherás.

Não olvides, assim, que a Vontade do Senhor é também a Lei Eterna e que tudo te responderá na vida, conforme os teus próprios apelos.

Vai, pois, e, orando, perdoa e ajuda sempre!...

Foi então que o aprendiz, reconhecendo que não basta simplesmente pedir para receber a felicidade, passou a construí-la através do serviço à felicidade dos outros, compreendendo, por fim, que somente pelo trabalho incessante no bem poderia orar em perfeita comunhão com a Bondade de Deus.

ORAÇÃO DA LUZ FELIZ 2013


Envolva-me Senhor, com a tua luz poderosíssima.
Permeia todas as minhas células, uma a uma, instante após instante, até que um dia,com a tua ajuda, eu consiga trazer para fora de mim a luz que está guardada no meu  alqueire com tanto egoísmo de minha parte.
Que no dia de hoje, todas as pessoas que se encontrarem comigo, sejam amigas ou não amigas, simpatizantes ou simples passantes, ao olharem para mim, tocarem em mim, pensarem em mim, lerem, escreverem, ou pronunciarem o meu nome ou ouvirem a minha voz, ou tudo isso acontecer de mim para com eles, sintam que não sou eu, um corpo físico, que está diante deles mas a tua preciosíssima Luz.
E ao contato dessa Luz,que todos os nossos problemas encontrem uma solução, de acordo com os nossos merecimentos e os sagrados postulados da tua Lei.
Reveste-nos da tua beleza, Senhor, para que durante cada dia nós te revelemos a todos e possamos proclamar o Reino de Deus na face da Terra.
Assim Seja, amém