ESTANTE DE LIVROS DE MENSAGENS
quarta-feira, 26 de agosto de 2015
quarta-feira, 19 de agosto de 2015
quinta-feira, 13 de agosto de 2015
segunda-feira, 27 de julho de 2015
A TRANSIÇÃO PLANETÁRIA E AS ENERGIAS COSMICAS
A Terra está passando por uma transição na qual energias cósmicas mais potentes e puras começam a permeá-la e a afastar forças negativas que por milênios estiveram aqui instaladas.
Conscientemente ou subconscientemente todos sabem de que se trata quando ouvem falar nessa transição e logo pressentem algo que transformará toda a superfície do planeta. Sentem tensão, temor ou depressão à medida que seus antigos valores vão decaindo. Sobretudo nas metrópoles a decadência das bases desta civilização assume grandes proporções, destruindo o ânimo, a harmonia e o equilíbrio, impedindo que haja paz entre os seres e no interior de cada um.
Mas é possível estar diante desta transição planetária de forma inteligente, não como vítima, mas como colaborador das energias superiores, radiantes e luminosas que começam a se implantar. Para isso, importa saber que os pensamentos e as emoções estão em geral mergulhados nesse contaminado campo coletivo de tensão e conflito e que, portanto, não são confiáveis.
O primeiro passo é o de tomar consciência de que no próprio ser há um núcleo que está acima dos pensamentos normais e das emoções, um núcleo de harmonia estável, que não se deixa abalar por nenhuma situação externa. Trata-se de aspirar ao contato e à identificação com esse núcleo.
O segundo passo é o de aprender a frear a mente para impedir sua tendência a envolver-se com os estímulos desarmonizadores que recebe. Esses dois passos — o do reconhecimento do núcleo de paz interior e o do controle da mente — são fundamentais. Ante qualquer situação conflituosa, esses passos têm grande valor.
Outro passo essencial é o de não deixar que a inércia se implante no ser. A tensão e a depressão enfraquecem o corpo de energias, o chamado corpo etérico que, se estiver desvitalizado, leva a pessoa à apatia. É indispensável o correto uso da vontade e a realização de atividades evolutivas. Pessoas que estejam passando pelo assédio de forças psíquicas desordenadas ou que tenham sido abaladas por algum choque ou perda não deveriam isolar-se, nem confirmar esse estado, mas sim ir ao encontro de atividades que possam beneficiar os demais.
A higiene, a ordem e a harmonia em si próprio e no ambiente são mais importantes do que se pensa, pois evitam o ingresso em estados de caos. Mantê-las é uma espécie de medida preventiva, profilática, que não deve faltar, dado que as forças conflituosas dos níveis psíquicos se sustentam com essas desarmonias. Além disso, diante de instabilidades emocionais ou mentais, o relacionamento com o alimento se desestabiliza: a pessoa tanto pode passar a comer em demasia, na tentativa de compensar a desvitalização — o que não resolve, pois sua causa não é física —, quanto pode perder o apetite, por causa da apatia e do desinteresse pela vida. Em quaisquer circunstâncias, a alimentação simples, sem condimentos excessivos, contribui para a regularização dos ritmos orgânicos.
É também fundamental manter sempre a própria independência quanto às opiniões e às ideias circulantes, que em geral só confundem; exemplo disso é a ansiedade que se instala em razão da crença de que a saúde do corpo se perde se não se dorme bem. Se a pessoa não consegue dormir, em vez de se deixar levar por essa ansiedade ou pela angústia, deveria usar criativamente o tempo, realizando alguma tarefa útil e assim buscando disciplinar a atividade mental. Quando desordenada, é ela a principal causa de insônia.
Um poderoso auxílio no restabelecimento do equilíbrio é ouvir peças musicais inspiradas. Obras de qualidade elevada são capazes de reorganizar as energias da pessoa e podem ser curativas, tanto quanto uma boa leitura.
Essas sugestões são preliminares para viver em paz interior e com sabedoria a época atual. Quando alguém as adota com determinação, pode canalizar e irradiar as energias do porvir num mundo que hoje está desorientado.
Enfim, a fé, a autodisciplina e a ausência de especulações mentais levam ao contato com a vida interior, encontro que não pode ser adiado nos tempos que correm
terça-feira, 14 de julho de 2015
LIBERTAÇÃO ESPIRITUAL
Às vezes me preocupava o mecanismo das leis cármicas. Pensava eu que a série de ações e reações se estendesse em espirais infinitas pelo tempo a fora. E isso me parecia contrário à ideia que sempre formulei da justiça divina.
Se ontem, num momento infeliz de desvario, estrangulei um irmão, alguém teria que me estrangular no futuro, para que se cumprisse a lei. Mas, o novo crime haveria de gerar, fatalmente, uma nova reação, abrindo outro ciclo e assim por diante, “ad infinitum”. De mais a mais, não havia, também, a dureza do “olho por olho, dente por dente”?
Acontece, porém, que as leis divinas são muito mais sábias e perfeitas do que sonhamos. Ao descer até nós, vindo das mais elevadas esferas espirituais, o Divino Mestre nos trouxe a mensagem da verdade suprema da vida – o amor. E como Ele próprio dizia, não vinha destruir a lei, mas fazê-la cumprir. Não se alterava a substância dos postulados cármicos; ficavam eles, porém, esvaziados do seu conteúdo de inexorabilidade, para adquirirem o suave colorido da reparação.
Ensinava o Amigo Sublime que só uma atitude poderia quebrar o círculo vicioso: o amor. Na verdade, colocou tão alto o conceito e a prática do amor entre as criaturas, que fez disso a nota dominante, o tema, o “leit motiv” de toda a sua insuperável pregação. A certa altura da vida, com o poder de síntese e de acuidade de que era dotado, no mais alto grau, como se quisesse deixar, numa só ideia, toda a sabedoria da vida – disse simplesmente: “Amai-vos uns aos outros, como eu vos amei.” Já meditou o amigo leitor, com seriedade, na beleza e na profundidade daquela simples frase? Ela contém, não somente o mandamento supremo da lei – que séculos antes havia sido transmitido a Moisés –, como, também, a afirmação de que Ele, o Cristo, viera demonstrar e praticar a verdade do amor e não somente pregá-la. Aqueles que vivessem tal filosofia da vida estariam cumprindo a lei e seguindo os ensinos revelados pelos profetas através das idades.
Estava o Mestre oferecendo, a cada um de nós, os recursos necessários para que nós mesmos nos libertássemos das imposições do “olho por olho”.
Bastava amar. Quando nos pedissem para caminhar mil passos, caminhássemos mais dois mil por nossa conta. Se nos batessem em uma face, oferecêssemos a outra. Era lícito perdoar sete vezes? Perguntaram-lhe. Não sete, mas setenta vezes sete, foi a resposta.
Aí está o ponto onde se quebra a corrente cármica, se o desejarmos: na prática do amor e do perdão. Bem sabemos que é mais fácil falar que praticar, enquanto estivermos contidos pela nossa imperfeição, mas se perdoamos àquele que em nós feriu a lei e o ajudamos a recuperar-se, estaremos, por nossas próprias mãos, partindo o círculo de ferro. Se ainda não atingimos a perfeição moral de oferecer a outra face, caminhemos pelo menos a outra milha, os outros dois mil passos, para oferecer a nossa prece em favor daquele que nos ofendeu. Esse gesto talvez represente, nas telas infinitas do tempo, o progresso e a libertação de irmãos aos quais provavelmente devemos tantas outras reparações.
Graças a Deus, a despeito dos desacertos da época em que vivemos, há bastante beleza moral neste mundo. Muitos espíritos se deixaram impregnar de tal forma por esse perfume de amor e perdão, que imprimiram a marca de sua passagem na História.
Francisco de Assis, num transbordamento de amor incontido, pregava tanto aos homens como aos humildes seres da criação, procurando atrair todos para a luz. Tereza d’Ávila, em transportes de amor sublimado pelo Mestre, vivia entre este mundo e o outro. Joana d’Arc, sob a pressão desencadeada do poder terreno, não cessou de amar e perdoar. Gandhi, na fragilidade física, era um gigante de força espiritual e moral no seu amor pacifista pelos irmãos deserdados. Albert Schweitzer, mergulhado no coração da selva africana, cura, ensina, educa, ampara, sem outra paga que a satisfação de exercer o amor pelo ser humano.
Conhecemos, pois, o caminho da recuperação, aquele que leva para o Alto. É preciso rogar forças para que saibamos segui-lo; pedir a Jesus que nos amplie a capacidade de amar e compreender. Não que essa atitude seja de passividade inútil. Não. Amar, no mais puro sentido, é um programa de ação, é um roteiro de lutas, porque implica, em primeiro lugar, o combate ao nosso comodismo através dos milênios. Esse egoísmo cego talvez fosse necessário quando, na meia luz da consciência que despontava em nosso ser, nos distantes períodos encarnatórios, ainda não sabíamos que a vida continua depois da morte. Vivíamos, então, agarrados ferozmente ao corpo físico e às coisas da matéria, e por ela lutávamos, matávamos e roubávamos. Hoje não. Iluminados pela verdade superior, sabemos que o corpo é mero instrumento – e dos mais nobres – de trabalho e de evolução e, por estranho que pareça, quanto mais trabalhamos para os outros, mais realizamos para nós mesmos. Vemos, assim, que o egoísmo se sublimou numa forma superior de sentimento, pois que, por amor a nós mesmos e ao nosso progresso espiritual, somos levados a amar os outros. Então, isto tudo não é belo e maravilhosamente perfeito?
E quando dizemos que o amor é um programa de trabalho e de luta é porque temos que exercê-lo ativamente, esclarecendo, pelejando contra o erro, ajudando aos que precisam de ajuda, tolerando, enfim, porque essa é a lei que nos oferece a chave da libertação.
segunda-feira, 29 de junho de 2015
quarta-feira, 17 de junho de 2015
quarta-feira, 27 de maio de 2015
quarta-feira, 13 de maio de 2015
terça-feira, 5 de maio de 2015
FLUIDO CÓSMICO UNIVERSAL
FLUIDO CÓSMICO UNIVERSAL
O Livro dos Espíritos, qq. 1 e 27
Obra codificada por Allan Kardec
Figuras: Elio Mollo
“Deus é a inteligência suprema, causa primária de todas as coisas”.
Resposta dada pelos Espíritos Superiores à Allan Kardec na q. 1 de «O LIVR O DOS ESPÍRITOS».
Há dois elementos gerais do Universo: a matéria e o Espírito e acima de tudo Deus, o
criador, o pai de todas as coisas.
Deus, espírito e matéria constituem o princípio de tudo o que existe, a trindade un iversal.
Mas ao elemento material se tem que juntar o FLUIDO UNIVERSAL, que desempenha o
papel de intermediário entre o Espírito e a matéria propriamente dita, por demais
grosseira para que o Espírito possa exercer ação sobre ela.
2
Embora, de certo ponto de vista, seja lícito class ificá-lo com o elemento material, ele se
distingue deste por propriedades especiais.
Se o FLUIDO UNIVERSAL fosse simplesmente matéria, não haveria razão para que o
Espírito não o fosse também.
O FLUIDO UNIVERSAL está colocado entre o Espírito e a matéria ;
Espírito Fluido Universal Matéria
[----------------------I-----------------------]
É fluido, como a matéria, e suscetível, pelas suas inumeráveis combinações com esta e
sob a ação do Espírito, de produzir a infinita variedade das coisas de que apenas
conheceis uma parte mínima.
Esse fluido universal, ou primitivo, ou el ementar, sendo o agente de que o Espírito se
utiliza, é o princípio sem o qual a matéria estaria em perpétuo estado de divisão e nunca
adquiriria as qualidades que a gravidade lhe dá.”
q. 27(LE).
Esse fluido é suscetível de inúmeras combinações. O que chamamos de fluido elétrico,
fluido magnético, são modificações do fluido universal, que não é, propriamente falando,
senão matéria mais perfeita, mais sutil e que se pode considerar independente.
q. 27. a (LE).
Elementos fluídicos
A Gênese, cap. XIV. Itens de 2 à 6
Obra codificada por Allan Kardec
O FLUIDO CÓSMICO UNIVERSAL é a matéria elementar primitiva, cujas modificações e
transformações constituem a inumerável variedade dos corpos da Natureza.
Como princípio elementar do Universo, ele assume dois estados distintos:
eterização ou imponderabilidade - primitivo estado normal
materialização ou de ponderabilidade - consecutivo ao estado normal
primitivo
O ponto intermédio é o da transformação do fluido em matéria tangível.
3
Mas, ainda aí, não há transição brusca, porquanto podem considerar -se os nossos fluidos
imponderáveis como termo médio entre os dois estados.
Cada um desses dois estados dá lugar, natura lmente, a fenômenos especiais: ao
segundo pertencem os do mundo visível e ao primeiro os do mundo invisível. Uns, os
chamados fenômenos materiais, são da alçada da Ciência propriamente dita, os outros,
qualificados de fenômenos espirituais ou psíquicos, po rque se ligam de modo especial à
existência dos Espíritos, cabem nas atribuições do Espiritismo.
Como, porém, a vida espiritual e a vida corporal se acham incessantemente em contacto,
os fenômenos das duas categorias muitas vezes se produzem simultanea mente. No
estado de encarnação, o homem somente pode perceber os fenômenos psíquicos que se
prendem à vida corpórea; os do domínio espiritual escapam aos sentidos materiais e só
podem ser percebidos no estado de Espírito. (1)
(1) A denominação de fenômeno psíquico exprime com mais exatidão o pensamento, do que a de
fenômeno espiritual, dado que esses fenômenos repousam sobre as propriedades e os atributos da alma,
ou, melhor, dos fluidos perispiríticos, inseparáveis da alma. Esta qualificação os liga mais intimamente à
ordem dos fatos naturais regidos por leis; pode -se, pois, admiti-los como efeitos psíquicos, sem os admitir a
título de milagres.
No estado de eterização, o fluido cósmico não é uniforme;
Sem deixar de ser etéreo, sofre modificações tão variadas em gênero e mais numerosas
talvez do que no estado de matéria tangível. Essas modificações constituem fluidos
distintos que, embora procedentes do mesmo princípio, são dotados de propriedades
especiais e dão lugar aos fenômenos peculiares ao mundo invisível.
Dentro da relatividade de tudo, esses fluidos têm para os Espíritos, que também são
fluídicos, uma aparência tão material, quanto a dos objetos tangíveis para os encarnados
e são, para eles, o que são para nós as substâncias do mundo terrestr e. Eles os elaboram
e combinam para produzirem determinados efeitos, como fazem os homens com os seus
materiais, ainda que por processos diferentes.
Lá, porém, como neste mundo, somente aos Espíritos mais esclarecidos é dado
compreender o papel que desempenham os elementos constitutivos do mundo onde eles
se acham. Os ignorantes do mundo invisível são tão incapazes de explicar a si mesmos
os fenômenos a que assistem e para os quais muitas vezes concorrem maquinalmente,
4
como os ignorantes da Terra o são pa ra explicar os efeitos da luz ou da eletricidade, para
dizer de que modo é que vêem e escutam.
Os elementos fluídicos do mundo espiritual escapam aos nossos instrumentos de análise
e à percepção dos nossos sentidos, feitos para perceberem a matéria tangív el e não a
matéria etérea. Alguns há, pertencentes a um meio diverso a tal ponto do nosso, que
deles só podemos fazer idéia mediante comparações tão imperfeitas como aquelas
mediante as quais um cego de nascença procura fazer idéia da teoria das cores.
Mas, entre tais fluidos, há os tão intimamente ligados à vida corporal, que, de certa forma,
pertencem ao meio terreno. Em falta de observação direta, seus efeitos podem observar -
se, como se observam os do fluido do imã, fluido que jamais se viu, podendo -se adquirir
sobre a natureza deles conhecimentos de alguma precisão. É essencial esse estudo,
porque está nele a chave de uma imensidade de fenômenos que não se conseguem
explicar unicamente com as leis da matéria.
A pureza absoluta, da qual nada nos pode da r idéia, é o ponto de partida do fluido
universal;
O ponto oposto é o em que ele se transforma em matéria tangível.
Entre esses dois extremos, dão -se inúmeras transformações, mais ou menos
aproximadas de um e de outro. Os fluidos mais próximos da mate rialidade, os menos
puros, conseguintemente, compõem o que se pode chamar a atmosfera espiritual da
Terra. É desse meio, onde igualmente vários são os graus de pureza, que os Espíritos
encarnados e desencarnados, deste planeta, haurem os elementos necessár ios à
economia de suas existências. Por muito sutis e impalpáveis que nos sejam esses fluidos,
não deixam por isso de ser de natureza grosseira, em comparação com os fluidos etéreos
das regiões superiores.
O mesmo se dá na superfície de todos os mundos, salvo as diferenças de constituição e
as condições de vitalidade próprias de cada um. Quanto menos material é a vida neles,
tanto menos afinidades têm os fluidos espirituais com a matéria propriamente dita.
Não é rigorosamente exata a qualificação de flu idos espirituais, pois que, em definitiva,
eles são sempre matéria mais ou menos quintessenciada . De realmente espiritual, só a
alma ou princípio inteligente. Dá-se-lhes essa denominação por comparação apenas e,
sobretudo, pela afinidade que eles guardam c om os Espíritos. Pode dizer -se que são a
matéria do mundo espiritual, razão por que são chamados fluidos espirituais.
Quem conhece, aliás, a constituição íntima da matéria tangível? Ela talvez somente seja
compacta em relação aos nossos sentidos; prová -lo-ia a facilidade com que a atravessam
os fluidos espirituais e os Espíritos, aos quais não oferece maior obstáculo, do que o que
os corpos transparentes oferecem à luz.
5
Tendo por elemento primitivo o fluído cósmico etéreo, à matéria tangível há de ser
possível, desagregando-se, voltar ao estado de eterização, do mesmo modo que o
diamante, o mais duro dos corpos, pode volatilizar -se em gás impalpável. Na realidade, a
solidificação da matéria não é mais do que um estado transitório do fluido universal, que
pode volver ao seu estado primitivo, quando deixam de existir as condições de coesão.
Quem sabe mesmo se, no estado de tangibilidade, a matéria não é suscetível de adquirir
uma espécie de eterização que lhe daria propriedades particulares? Certos fenômeno s,
que parecem autênticos, tenderiam a fazer supô -lo. Ainda não conhecemos senão as
fronteiras do mundo invisível; o porvir, sem dúvida, nos reserva o conhecimento de novas
leis, que nos permitirão compreender o que se nos conserva em mistério.
O Livro dos Espíritos, qq. 1 e 27
Obra codificada por Allan Kardec
Figuras: Elio Mollo
“Deus é a inteligência suprema, causa primária de todas as coisas”.
Resposta dada pelos Espíritos Superiores à Allan Kardec na q. 1 de «O LIVR O DOS ESPÍRITOS».
Há dois elementos gerais do Universo: a matéria e o Espírito e acima de tudo Deus, o
criador, o pai de todas as coisas.
Deus, espírito e matéria constituem o princípio de tudo o que existe, a trindade un iversal.
Mas ao elemento material se tem que juntar o FLUIDO UNIVERSAL, que desempenha o
papel de intermediário entre o Espírito e a matéria propriamente dita, por demais
grosseira para que o Espírito possa exercer ação sobre ela.
2
Embora, de certo ponto de vista, seja lícito class ificá-lo com o elemento material, ele se
distingue deste por propriedades especiais.
Se o FLUIDO UNIVERSAL fosse simplesmente matéria, não haveria razão para que o
Espírito não o fosse também.
O FLUIDO UNIVERSAL está colocado entre o Espírito e a matéria ;
Espírito Fluido Universal Matéria
[----------------------I-----------------------]
É fluido, como a matéria, e suscetível, pelas suas inumeráveis combinações com esta e
sob a ação do Espírito, de produzir a infinita variedade das coisas de que apenas
conheceis uma parte mínima.
Esse fluido universal, ou primitivo, ou el ementar, sendo o agente de que o Espírito se
utiliza, é o princípio sem o qual a matéria estaria em perpétuo estado de divisão e nunca
adquiriria as qualidades que a gravidade lhe dá.”
q. 27(LE).
Esse fluido é suscetível de inúmeras combinações. O que chamamos de fluido elétrico,
fluido magnético, são modificações do fluido universal, que não é, propriamente falando,
senão matéria mais perfeita, mais sutil e que se pode considerar independente.
q. 27. a (LE).
Elementos fluídicos
A Gênese, cap. XIV. Itens de 2 à 6
Obra codificada por Allan Kardec
O FLUIDO CÓSMICO UNIVERSAL é a matéria elementar primitiva, cujas modificações e
transformações constituem a inumerável variedade dos corpos da Natureza.
Como princípio elementar do Universo, ele assume dois estados distintos:
eterização ou imponderabilidade - primitivo estado normal
materialização ou de ponderabilidade - consecutivo ao estado normal
primitivo
O ponto intermédio é o da transformação do fluido em matéria tangível.
3
Mas, ainda aí, não há transição brusca, porquanto podem considerar -se os nossos fluidos
imponderáveis como termo médio entre os dois estados.
Cada um desses dois estados dá lugar, natura lmente, a fenômenos especiais: ao
segundo pertencem os do mundo visível e ao primeiro os do mundo invisível. Uns, os
chamados fenômenos materiais, são da alçada da Ciência propriamente dita, os outros,
qualificados de fenômenos espirituais ou psíquicos, po rque se ligam de modo especial à
existência dos Espíritos, cabem nas atribuições do Espiritismo.
Como, porém, a vida espiritual e a vida corporal se acham incessantemente em contacto,
os fenômenos das duas categorias muitas vezes se produzem simultanea mente. No
estado de encarnação, o homem somente pode perceber os fenômenos psíquicos que se
prendem à vida corpórea; os do domínio espiritual escapam aos sentidos materiais e só
podem ser percebidos no estado de Espírito. (1)
(1) A denominação de fenômeno psíquico exprime com mais exatidão o pensamento, do que a de
fenômeno espiritual, dado que esses fenômenos repousam sobre as propriedades e os atributos da alma,
ou, melhor, dos fluidos perispiríticos, inseparáveis da alma. Esta qualificação os liga mais intimamente à
ordem dos fatos naturais regidos por leis; pode -se, pois, admiti-los como efeitos psíquicos, sem os admitir a
título de milagres.
No estado de eterização, o fluido cósmico não é uniforme;
Sem deixar de ser etéreo, sofre modificações tão variadas em gênero e mais numerosas
talvez do que no estado de matéria tangível. Essas modificações constituem fluidos
distintos que, embora procedentes do mesmo princípio, são dotados de propriedades
especiais e dão lugar aos fenômenos peculiares ao mundo invisível.
Dentro da relatividade de tudo, esses fluidos têm para os Espíritos, que também são
fluídicos, uma aparência tão material, quanto a dos objetos tangíveis para os encarnados
e são, para eles, o que são para nós as substâncias do mundo terrestr e. Eles os elaboram
e combinam para produzirem determinados efeitos, como fazem os homens com os seus
materiais, ainda que por processos diferentes.
Lá, porém, como neste mundo, somente aos Espíritos mais esclarecidos é dado
compreender o papel que desempenham os elementos constitutivos do mundo onde eles
se acham. Os ignorantes do mundo invisível são tão incapazes de explicar a si mesmos
os fenômenos a que assistem e para os quais muitas vezes concorrem maquinalmente,
4
como os ignorantes da Terra o são pa ra explicar os efeitos da luz ou da eletricidade, para
dizer de que modo é que vêem e escutam.
Os elementos fluídicos do mundo espiritual escapam aos nossos instrumentos de análise
e à percepção dos nossos sentidos, feitos para perceberem a matéria tangív el e não a
matéria etérea. Alguns há, pertencentes a um meio diverso a tal ponto do nosso, que
deles só podemos fazer idéia mediante comparações tão imperfeitas como aquelas
mediante as quais um cego de nascença procura fazer idéia da teoria das cores.
Mas, entre tais fluidos, há os tão intimamente ligados à vida corporal, que, de certa forma,
pertencem ao meio terreno. Em falta de observação direta, seus efeitos podem observar -
se, como se observam os do fluido do imã, fluido que jamais se viu, podendo -se adquirir
sobre a natureza deles conhecimentos de alguma precisão. É essencial esse estudo,
porque está nele a chave de uma imensidade de fenômenos que não se conseguem
explicar unicamente com as leis da matéria.
A pureza absoluta, da qual nada nos pode da r idéia, é o ponto de partida do fluido
universal;
O ponto oposto é o em que ele se transforma em matéria tangível.
Entre esses dois extremos, dão -se inúmeras transformações, mais ou menos
aproximadas de um e de outro. Os fluidos mais próximos da mate rialidade, os menos
puros, conseguintemente, compõem o que se pode chamar a atmosfera espiritual da
Terra. É desse meio, onde igualmente vários são os graus de pureza, que os Espíritos
encarnados e desencarnados, deste planeta, haurem os elementos necessár ios à
economia de suas existências. Por muito sutis e impalpáveis que nos sejam esses fluidos,
não deixam por isso de ser de natureza grosseira, em comparação com os fluidos etéreos
das regiões superiores.
O mesmo se dá na superfície de todos os mundos, salvo as diferenças de constituição e
as condições de vitalidade próprias de cada um. Quanto menos material é a vida neles,
tanto menos afinidades têm os fluidos espirituais com a matéria propriamente dita.
Não é rigorosamente exata a qualificação de flu idos espirituais, pois que, em definitiva,
eles são sempre matéria mais ou menos quintessenciada . De realmente espiritual, só a
alma ou princípio inteligente. Dá-se-lhes essa denominação por comparação apenas e,
sobretudo, pela afinidade que eles guardam c om os Espíritos. Pode dizer -se que são a
matéria do mundo espiritual, razão por que são chamados fluidos espirituais.
Quem conhece, aliás, a constituição íntima da matéria tangível? Ela talvez somente seja
compacta em relação aos nossos sentidos; prová -lo-ia a facilidade com que a atravessam
os fluidos espirituais e os Espíritos, aos quais não oferece maior obstáculo, do que o que
os corpos transparentes oferecem à luz.
5
Tendo por elemento primitivo o fluído cósmico etéreo, à matéria tangível há de ser
possível, desagregando-se, voltar ao estado de eterização, do mesmo modo que o
diamante, o mais duro dos corpos, pode volatilizar -se em gás impalpável. Na realidade, a
solidificação da matéria não é mais do que um estado transitório do fluido universal, que
pode volver ao seu estado primitivo, quando deixam de existir as condições de coesão.
Quem sabe mesmo se, no estado de tangibilidade, a matéria não é suscetível de adquirir
uma espécie de eterização que lhe daria propriedades particulares? Certos fenômeno s,
que parecem autênticos, tenderiam a fazer supô -lo. Ainda não conhecemos senão as
fronteiras do mundo invisível; o porvir, sem dúvida, nos reserva o conhecimento de novas
leis, que nos permitirão compreender o que se nos conserva em mistério.
sexta-feira, 17 de abril de 2015
CASAS MORTAS, CASAS VIVAS
Sua casa é viva ou morta? A pergunta soa estranha, com certeza. E você logo responderá que casa é algo inanimado.
A casa é feita de pedras, tijolos, madeira, portanto, não tem vida.
Entretanto, casas existem que são mortas. Você as adentra e sente em todos os cômodos a inexistência de vida. Sim, dentro delas habitam pessoas, famílias inteiras.
Mas são aquelas casas em que quase tudo é proibido. Tudo tem que estar tão arrumado, ajeitado, sempre, que não se pode sentar no sofá porque se está arriscando sujar o revestimento novo e caro.
Casas em que o quarto das crianças é impecável. Todos os bichinhos de pelúcia, por ordem de cor e tamanho, repousam nas prateleiras.
Essas casas são frias. Pequenas ou imensas, carecem do calor da descontração, da luz da liberdade e da iluminada possibilidade de dentro delas se respirar, cantar, viver.
Por isso mesmo parecem mortas.
As casas vivas já demonstram, desde o jardim, que nelas existe vibração e alegria.
No gramado, a bola quieta fala da existência de muitos folguedos. A bicicleta, meio deitada, perto da garagem, diz que pernas infantis até há pouco a movimentaram com vigor.
Em todos os cômodos se reflete a vida. No sofá, um ursinho de pelúcia denuncia a presença de um pequenino irrequieto que carrega a sua preciosidade por todos os cantos.
Na saleta, livros, cadernos e lápis dizem dos estudos que se repetem durante horas. O dicionário aberto, um marcador de páginas assinalando uma mensagem preciosa falam de pesquisa e leitura atenciosa.
A cozinha exala a mensagem de que ali, a qualquer momento, pode chegar alguém e se servir de um copo d’água, um café, um pedaço de pão.
Os quartos traduzem a presença dos moradores. Cores alegres nas cortinas, janelas abertas para que o sol entre em abundância.
Os travesseiros um pouco desajeitados deixam notar que as crianças os jogam, vez ou outra, umas contra as outras, em alegres brincadeiras.
Enfim, as casas vivas são aquelas em que as pessoas podem viver com liberdade. O que não quer dizer com desordem.
As casas vivas são aquelas nas quais os seus moradores já descobriram que elas foram feitas para morar, mas sobretudo para se viver.
A casa é feita de pedras, tijolos, madeira, portanto, não tem vida.
Entretanto, casas existem que são mortas. Você as adentra e sente em todos os cômodos a inexistência de vida. Sim, dentro delas habitam pessoas, famílias inteiras.
Mas são aquelas casas em que quase tudo é proibido. Tudo tem que estar tão arrumado, ajeitado, sempre, que não se pode sentar no sofá porque se está arriscando sujar o revestimento novo e caro.
Casas em que o quarto das crianças é impecável. Todos os bichinhos de pelúcia, por ordem de cor e tamanho, repousam nas prateleiras.
Essas casas são frias. Pequenas ou imensas, carecem do calor da descontração, da luz da liberdade e da iluminada possibilidade de dentro delas se respirar, cantar, viver.
Por isso mesmo parecem mortas.
As casas vivas já demonstram, desde o jardim, que nelas existe vibração e alegria.
No gramado, a bola quieta fala da existência de muitos folguedos. A bicicleta, meio deitada, perto da garagem, diz que pernas infantis até há pouco a movimentaram com vigor.
Em todos os cômodos se reflete a vida. No sofá, um ursinho de pelúcia denuncia a presença de um pequenino irrequieto que carrega a sua preciosidade por todos os cantos.
Na saleta, livros, cadernos e lápis dizem dos estudos que se repetem durante horas. O dicionário aberto, um marcador de páginas assinalando uma mensagem preciosa falam de pesquisa e leitura atenciosa.
A cozinha exala a mensagem de que ali, a qualquer momento, pode chegar alguém e se servir de um copo d’água, um café, um pedaço de pão.
Os quartos traduzem a presença dos moradores. Cores alegres nas cortinas, janelas abertas para que o sol entre em abundância.
Os travesseiros um pouco desajeitados deixam notar que as crianças os jogam, vez ou outra, umas contra as outras, em alegres brincadeiras.
Enfim, as casas vivas são aquelas em que as pessoas podem viver com liberdade. O que não quer dizer com desordem.
As casas vivas são aquelas nas quais os seus moradores já descobriram que elas foram feitas para morar, mas sobretudo para se viver.
O desapego às coisas terrenas inicia nas pequeninas coisas. Se estabelecemos, em nosso lar, rígidas regras de comportamento para que tudo esteja sempre impecável, como se pessoas ali não vivessem, estamos demonstrando que o mais importante são as coisas, não as pessoas.
Manter o asseio, a ordem é correto. Escravizar-se a detalhes, temer por estragos significa exagerado apego a coisas que, em última análise, somente existem em função das pessoas.
Transforme sua casa, pequena, de madeira, uma mansão, num lugar agradável de se retornar, de se viver, de se conviver com a família, os amigos, os amores.
Coloque sinais de vida em todos os aposentos. Disponha flores nas janelas para que quem passe, possa dizer: Esta é uma casa viva. É um lar.
Manter o asseio, a ordem é correto. Escravizar-se a detalhes, temer por estragos significa exagerado apego a coisas que, em última análise, somente existem em função das pessoas.
Transforme sua casa, pequena, de madeira, uma mansão, num lugar agradável de se retornar, de se viver, de se conviver com a família, os amigos, os amores.
Coloque sinais de vida em todos os aposentos. Disponha flores nas janelas para que quem passe, possa dizer: Esta é uma casa viva. É um lar.
quarta-feira, 8 de abril de 2015
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