ESTANTE DE LIVROS DE MENSAGENS
terça-feira, 26 de agosto de 2014
terça-feira, 19 de agosto de 2014
ESPIRITUALIDADE NOSSO CAMINHO: Você possui muitos bens imperecíveis?
ESPIRITUALIDADE NOSSO CAMINHO: Você possui muitos bens imperecíveis?: Talvez tenha lhe vindo à mente sua declaração de bens e direitos entregue ao fisco no último exercício fiscal. Mas nós não estamos fal...
Você possui muitos bens imperecíveis?
Talvez tenha lhe vindo à mente sua declaração de bens e direitos entregue ao fisco no último exercício fiscal.
Mas nós não estamos falando desses bens, e sim dos bens da alma, realmente imperecíveis.
Sim, quando voltarmos para o mundo espiritual, seremos identificados pelas nossas conquistas essencialmente espirituais.
Sob esse ponto de vista as coisas ficam mais fáceis, pois todos temos possibilidades de angariar bens, já que eles independem de posição social ou financeira.
No campo dos sentimentos, por exemplo, é possível que tenhamos uma lista grande dessas aquisições, desde que saibamos aproveitá-las.
Valorizar um beijo carinhoso de criança...
O abraço afetuoso de um amigo...
A alegria do filho ao livra-se das rodinhas auxiliares da sua bicicleta...
A conversa com os pais e avós ao redor do velho fogão à lenha...
O cheiro de mato molhado de chuva...
O sol se despedindo no horizonte...
A primeira flor, ofertada pelo nosso grande amor...
A expressão de dor no olhar da filha que rompeu com o namorado...
A explosão de alegria do filho que conquistou uma medalha nos jogos infantis.
A desolação da filha quando lhe dissemos que não a levaríamos conosco na viagem de férias...
Saber converter as relações estabelecidas por conveniência em amizade sincera..
Com respeito à moral também há um imenso campo para joeirar e ajuntar bens imperecíveis.
A humildade de pedir perdão por uma atitude equivocada...
O respeito às idéias e opiniões dos outros...
O cultivo da honestidade, ainda que a pouco e pouco.
O sacrifício dos interesses próprios por amor à justiça.
A caridade, que sabe perdoar e esquecer uma ofensa.
A dignidade que não se deixa contaminar pelos interesses escusos.
A sabedoria de não emitir opinião sobre um assunto que desconheça...
E no campo intelectual há muito terreno para cultivar nossos bens imperecíveis.
A leitura sistemática de tudo o que pode nos clarear a mente.
Os questionamentos sinceros quanto à nossa natureza, origem e destino como seres humanos.
A busca dos porquês da dor, das desigualdades intelectuais, morais e sociais.
A derrubada do muro apodrecido do preconceito racial, religioso, cultural e social.
Enfim, agora podemos avaliar o quanto de bens imperecíveis que já detemos e os que ainda estamos por conquistar.
Mas, a verdade é que não sabemos de quanto tempo ainda dispomos na presente existência e, por essa razão, não podemos perder tempo.
É preciso que valorizemos as horas e ajuntemos esses tesouros, aos quais Jesus se referia dizendo que o ladrão não rouba, a traça nem a ferrugem consomem.
Pensemos nisso!
O ANJO DA SAUDE
Um homem enfermo invocou a Proteção do Cristo. De joelhos e braços abertos, o peregrino soluçava, contemplando o firmamento e dizia:
- Senhor, ampara-me o coração desalentado que sofre no círculo das provas! Está se esgotando os recursos para a resistência . . . Não durmo, sinto muita dor. Compadece-te, Senhor meu! Desce um raio de tua divina luz que me restaure a força física e me reerga o coração humilhado! Estou desiludido de todos os processos de cura, mobilizados na Terra. Por isso, volto-me para o céu, esperando-te a inesgotável misericórdia! Ajuda-me, Pastor do Bem! Vê os meus sofrimentos e auxilia-me ! . . .
Jesus ouviu a oração e enviou-lhe o Anjo da Saúde, que desceu, bondoso e prestativo, e surgiu aos olhos deslumbrados do infeliz enfermo.
Em êxtase, o doente fitou o mensageiro e suplicou:
- Emissário do Médico Divino, lava-me as feridas dolorosas, levanta-me o espírito abatido! Socorre-me, por piedade, caridoso emissário do Céu!
O Anjo afagou-lhe a cabeça, e exclamou:
- Meu amigo, põe a consciência nos lábios em oração e responde-me! Tens vivido de acordo com a Vontade de Deus, fugindo aos caprichos do coração? Viveste, até agora, amando o Senhor Supremo, acima de todas as coisas, e querendo ao próximo como a ti mesmo? Dedicaste teu corpo e tuas faculdades à execução das divinas leis? Estarás disposto a esquecer, de imediato, o passado criminoso? Desculparás, fraternalmente, sem qualquer sombra de hesitação , todos aqueles que te desejam o mal? Auxiliarás o inimigo? Perdoarás sempre, esquecendo ingratidões, injúrias e pedradas? Não emitirás pensamentos desarmônicos ante a felicidade do próximo? Partilharás a alegria do vizinho e a prosperidade do amigo, como se te pertencessem também? Etc., etc., . . .
O homem enfermo, respondeu em tom angustiado:
- Ainda não consigo seguir esse caminho!
O Anjo envolveu o infeliz num olhar de compaixão infinita e acrescentou:
- Oh! Meu amigo, ainda é cedo para receberes o socorro dos mensageiros da saúde! Se ainda não sabes viver, de acordo com a Vontade de Altíssimo, ainda lutarás com a enfermidade, por muito tempo. Por enquanto, não peças vantagens que não saberias receber! Roga ao Senhor te conceda a energia necessária para que te afeiçoes à lei do equilíbrio e às exigências da reflexão!
Em seguida o Anjo endereçou-lhe carinhoso gesto de adeus. O infeliz, entretanto, buscando retê-lo, exclamou em soluços:
- Oh! Enviado do Céu, confiarei em Jesus!
O Anjo contemplou-o, bondoso, e respondeu:
- Sim, eu sei. Isto, porém, não basta. É necessário que Jesus também possa confiar em ti . . .
E o emissário afastou-se, para dar conta de sua missão, nas esferas mais altas.
- Senhor, ampara-me o coração desalentado que sofre no círculo das provas! Está se esgotando os recursos para a resistência . . . Não durmo, sinto muita dor. Compadece-te, Senhor meu! Desce um raio de tua divina luz que me restaure a força física e me reerga o coração humilhado! Estou desiludido de todos os processos de cura, mobilizados na Terra. Por isso, volto-me para o céu, esperando-te a inesgotável misericórdia! Ajuda-me, Pastor do Bem! Vê os meus sofrimentos e auxilia-me ! . . .
Jesus ouviu a oração e enviou-lhe o Anjo da Saúde, que desceu, bondoso e prestativo, e surgiu aos olhos deslumbrados do infeliz enfermo.
Em êxtase, o doente fitou o mensageiro e suplicou:
- Emissário do Médico Divino, lava-me as feridas dolorosas, levanta-me o espírito abatido! Socorre-me, por piedade, caridoso emissário do Céu!
O Anjo afagou-lhe a cabeça, e exclamou:
- Meu amigo, põe a consciência nos lábios em oração e responde-me! Tens vivido de acordo com a Vontade de Deus, fugindo aos caprichos do coração? Viveste, até agora, amando o Senhor Supremo, acima de todas as coisas, e querendo ao próximo como a ti mesmo? Dedicaste teu corpo e tuas faculdades à execução das divinas leis? Estarás disposto a esquecer, de imediato, o passado criminoso? Desculparás, fraternalmente, sem qualquer sombra de hesitação , todos aqueles que te desejam o mal? Auxiliarás o inimigo? Perdoarás sempre, esquecendo ingratidões, injúrias e pedradas? Não emitirás pensamentos desarmônicos ante a felicidade do próximo? Partilharás a alegria do vizinho e a prosperidade do amigo, como se te pertencessem também? Etc., etc., . . .
O homem enfermo, respondeu em tom angustiado:
- Ainda não consigo seguir esse caminho!
O Anjo envolveu o infeliz num olhar de compaixão infinita e acrescentou:
- Oh! Meu amigo, ainda é cedo para receberes o socorro dos mensageiros da saúde! Se ainda não sabes viver, de acordo com a Vontade de Altíssimo, ainda lutarás com a enfermidade, por muito tempo. Por enquanto, não peças vantagens que não saberias receber! Roga ao Senhor te conceda a energia necessária para que te afeiçoes à lei do equilíbrio e às exigências da reflexão!
Em seguida o Anjo endereçou-lhe carinhoso gesto de adeus. O infeliz, entretanto, buscando retê-lo, exclamou em soluços:
- Oh! Enviado do Céu, confiarei em Jesus!
O Anjo contemplou-o, bondoso, e respondeu:
- Sim, eu sei. Isto, porém, não basta. É necessário que Jesus também possa confiar em ti . . .
E o emissário afastou-se, para dar conta de sua missão, nas esferas mais altas.
Irmão X – psicografia de Chico Xavier – do livro Lázaro Redivivo
OBSERVAÇÃO DE RUDYMARA: Pedimos tanto para Jesus, e damos tão pouco daquilo que Ele nos pede. Queremos tanto que Ele escute nossos pedidos, mas nos fazemos de surdos aos pedidos Dele para nós. Queremos que Ele faça a nossa vontade, mas nós pouco fazemos a vontade Dele.
Então, pensemos: "SE O ANJO DA SAÚDE VIER NOS VISITAR E FIZER TAIS PERGUNTAS, QUAL SERÁ NOSSA RESPOSTA?"
Então, pensemos: "SE O ANJO DA SAÚDE VIER NOS VISITAR E FIZER TAIS PERGUNTAS, QUAL SERÁ NOSSA RESPOSTA?"
quarta-feira, 13 de agosto de 2014
COMPREENDEI E PERDOAI
Filhos, a compreensão é a virtude que vos predispõe naturalmente ao perdão.
Compreendei para perdoar.
Não conserveis ressentimentos no coração, sabendo que aquele que vos decepciona é um companheiro vencido pelos seus próprios conflitos.
Não exijais dos outros infalibilidade.
Os amigos que seguem ao vosso lado, qual vos acontece, são espíritos assinalados por muitas limitações, aparentando exteriormente o que ainda não são.
Compadecei-vos das mazelas alheias, não sobrecarregando os ombros daqueles que avançam, mal se agüentando ao peso da cruz.
Não condicioneis a vossa conduta no bem à conduta de quem quer que seja; que a vossa fé não dependa da demonstração de fé dos que vos inspiram na jornada...
Somente em Jesus Cristo devereis vos encorajar na luta.
Os irmãos de crença espírita, principalmente os que se encontram servindo na mediunidade e os que ocupam posições de liderança, são, afinal, espíritos comprometidos com o passado: nenhum deles se encontra imune ao assédio das trevas.
Não raro, o personalismo e a vaidade apenas ocultam nas almas uma estamenha de chagas...
Os que intentam brilhar para o mundo estão longe de possuir luz própria.
A rigor, muitos de nós outros não estamos ainda sequer preparados para uma maior proximidade com o Cristo - a possibilidade de semelhante convivência mais estreita nos levaria ao delírio.
Quem, há séculos, se habituou nas sombras, só gradativamente se acostuma à claridade.
O homem sem maior entendimento do Evangelho transfere a sua ambição concernente às coisas materiais para as coisas divinas.
Os apóstolos não chegaram a disputar entre si a primazia de estarem, no Reino Celeste, ao lado do Senhor?
Assim, tomai vós mesmos a iniciativa da exemplificação e da coragem de vivenciar, de forma irrepreensível, a crença que abraçastes.
BEZERRA DE MENEZES
ENSINAMENTO
“Para que se efetue a jornada iluminativa do espírito é indispensável deslocar a mente, revolver as idéias, renovar as concepções e modificar, invariavelmente, para o bem maior o modo íntimo de ser, tal qual procedemos com o solo na revivificação da lavoura produtiva ou com qualquer instituto humano em reestruturação para o progresso geral. Negando-se, porém, a alma a receber o auxílio divino, através dos processos de transformação incessante que lhe são oferecidos, em seu benefício próprio, pelas diferentes situações de que os dias se compõem no aprendizado carnal, recolhe-se à margem da estrada, criando paisagens perturbadoras com desejos injustificáveis.
Quase podemos afirmar que noventa em cem dos casos de loucura, excetuados aqueles que se originam da incursão microbiana sobre a matéria cinzenta, começam nas conseqüências das faltas graves que praticamos,com a impaciência ou com a tristeza, isto é, por intermédio de atitudes mentais que imprimem deploráveis reflexos ao caminho daqueles que as acolhem e alimentam. Instaladas essas forças desequilibrantes no campo íntimo, inicia-se a desintegração da harmonia mental; esta por vezes perdura, não só numa existência, mas em várias delas, até que o interessado se disponha, com fidelidade, a valer-se das bênçãos divinas que o aljofram, para restabelecer a tranqüilidade e a capacidade de renovação que lhe são inerentes à individualidade, em abençoado serviço evolutivo. Pela rebeldia, a alma responsável pode encaminhar-se para muitos crimes, a cujos resultados nefastos se cativa indefinidamente; e, pelo desânimo, é propensa a cair nos despenhadeiros da inércia, com fatal atraso nas edificações que lhe cabe providenciar.”
..........
- O tempo – elucidou o orientador,indicando-os – acaba sempre por denunciar a nossa posição verdadeira. Quando a criatura não haja feito da existência o sacerdócio de trabalho construtivo, que nos cumpre na Terra, os fenômenos senis do corpo são mais tristes para a alma, pois, neste, caso, o indivíduo já não domina as conveniências forjadas pelo imediatismo humano, patenteando-se-lhe a fixação da mente aos impulsos inferiores. Milhões de irmãos nossos permanecem, séculos afora, na fase infantil do entendimento, por não se animarem ao esforço de melhoria própria. Enquanto recebem a transitória cooperação de saúde física relativa, das convenções terrenas, das possibilidades financeiras e das variadas impressões passageiras que a existência na Crosta Planetária oferece aos que passam pela carne, esteiam-se nos títulos de cidadãos que a sociedade lhes confere; logo, porém, que visitados pelo morbo, pela escassez de recursos ou pela decrepitude, revelam a infância espiritual em que jazem: voltam a ser crianças, não obstante a idade provecta manifestada pelo veículo de ossos, por se haverem excessivamente demorado nos sítios superficiais da vida.
Do livro “No Mundo Maior” – Francisco Candido Xavier / André Luiz – páginas 213 e 216
domingo, 10 de agosto de 2014
COMO DEUS QUER
Às vezes, quando nuvens borrascosas enegrecem o céu, anunciando chuva, olhamos para cima e dizemos:
Ah, deveria chover somente da meia-noite às seis da manhã. Aí, a chuva faria seu papel e não atrapalharia a vida de ninguém.
Em outros dias, quando a estiagem se faz longa, ficamos aguardando que as nuvens prenunciadoras da chuva benfazeja cheguem logo.
Paradoxalmente, se o final de semana se aproxima e o anúncio é de aguaceiro, reclamamos:
Tinha que ser no final de semana!? Precisava chover para estragar o meu lazer?
Outros, ao contrário, dizem: Por que chove durante a semana, quando se precisa sair para estudar, trabalhar? Deveria chover só nos feriados.
Todas essas expressões, que são muito comuns em nosso cotidiano, demonstram o quanto ainda somos egoístas.
Pensamos somente em nós. Quando pedimos chuva pela madrugada, não recordamos de quantos guardas-noturnos passam aquelas horas montando guarda, andando de um a outro lado.
Nós estaremos abrigados em casa. Eles, não.
Quando não apreciamos a chuva nos finais de semana, não cogitamos que o agricultor a aguarda, ansioso, a qualquer hora.
Dela depende a vida da sua lavoura, do seu empreendimento. Sem chuva, a plantação morrerá, não haverá colheita, não haverá grãos, nem folhas.
Aqueles que apreciariam a chuva nos dias em que não precisam sair para seus afazeres, esquecem que muitas mães e pais aguardam, igualmente ansiosos, o final de semana para poder sair com os filhos.
Para ir ao parque, passear, jogar bola. Que muitos cogitam ir à praia, para espairecer, após a semana de labor estressante.
Por tudo isso é que Deus, a Sabedoria e Suprema Inteligência, estabelece leis primorosas e justas, sem ficar a ouvir as imprecações de uns e os pedidos de outros.
Ele estabelece que a chuva virá, quando as condições assim o permitirem. E ela vem, amiga, lançando-se ao solo, enchendo rios, alimentando lençóis subterrâneos.
Derrama-se pelas lavouras, banha as árvores frondosas e a erva miúda. Higieniza a atmosfera. Alegra a natureza.
Constatamos, desta forma, que o melhor para o mundo é mesmo a vontade de Deus.
Ele distribui as bênçãos da chuva, do sol, dos ventos ligeiros, da brisa, das grandes tempestades, com toda a ciência.
Somente Ele, o Pai de todos nós, sabe exatamente o que necessita cada um de Seus filhos.
E, como Excelso Administrador, não atenta para os caprichos de um e de outro, mas delibera pelo que seja mais produtivo, em termos de progresso, para a Terra e Seus filhos.
Por isso, quando o sol se fizer inclemente, ou a chuva se fizer contínua por largo período, pensemos: Deus sabe o que faz.
Na Terra de provas e expiações em que nos situamos, ainda por muito tempo estaremos a braços com essas vicissitudes que são as intempéries, a que chamamos de capricho do clima, ou resultado de nossa própria imprevidência.
Também cogitemos de que habitamos um planeta com mais de seis bilhões de pessoas e que, de forma alguma, podemos pensar somente em nossas necessidades e nossos desejos.
Habituemo-nos, pois, em questões cujo comando nos foge, a crer que a vontade de Deus é a melhor.
Por Sua sabedoria, por Seu amor, por Sua ciência de todas as coisas, Ele sabe o tempo de tudo prover para os filhos a quem concedeu o imenso campo planetário para viver, crescer e semear.
Pensemos nisso
Ah, deveria chover somente da meia-noite às seis da manhã. Aí, a chuva faria seu papel e não atrapalharia a vida de ninguém.
Em outros dias, quando a estiagem se faz longa, ficamos aguardando que as nuvens prenunciadoras da chuva benfazeja cheguem logo.
Paradoxalmente, se o final de semana se aproxima e o anúncio é de aguaceiro, reclamamos:
Tinha que ser no final de semana!? Precisava chover para estragar o meu lazer?
Outros, ao contrário, dizem: Por que chove durante a semana, quando se precisa sair para estudar, trabalhar? Deveria chover só nos feriados.
Todas essas expressões, que são muito comuns em nosso cotidiano, demonstram o quanto ainda somos egoístas.
Pensamos somente em nós. Quando pedimos chuva pela madrugada, não recordamos de quantos guardas-noturnos passam aquelas horas montando guarda, andando de um a outro lado.
Nós estaremos abrigados em casa. Eles, não.
Quando não apreciamos a chuva nos finais de semana, não cogitamos que o agricultor a aguarda, ansioso, a qualquer hora.
Dela depende a vida da sua lavoura, do seu empreendimento. Sem chuva, a plantação morrerá, não haverá colheita, não haverá grãos, nem folhas.
Aqueles que apreciariam a chuva nos dias em que não precisam sair para seus afazeres, esquecem que muitas mães e pais aguardam, igualmente ansiosos, o final de semana para poder sair com os filhos.
Para ir ao parque, passear, jogar bola. Que muitos cogitam ir à praia, para espairecer, após a semana de labor estressante.
Por tudo isso é que Deus, a Sabedoria e Suprema Inteligência, estabelece leis primorosas e justas, sem ficar a ouvir as imprecações de uns e os pedidos de outros.
Ele estabelece que a chuva virá, quando as condições assim o permitirem. E ela vem, amiga, lançando-se ao solo, enchendo rios, alimentando lençóis subterrâneos.
Derrama-se pelas lavouras, banha as árvores frondosas e a erva miúda. Higieniza a atmosfera. Alegra a natureza.
Constatamos, desta forma, que o melhor para o mundo é mesmo a vontade de Deus.
Ele distribui as bênçãos da chuva, do sol, dos ventos ligeiros, da brisa, das grandes tempestades, com toda a ciência.
Somente Ele, o Pai de todos nós, sabe exatamente o que necessita cada um de Seus filhos.
E, como Excelso Administrador, não atenta para os caprichos de um e de outro, mas delibera pelo que seja mais produtivo, em termos de progresso, para a Terra e Seus filhos.
Por isso, quando o sol se fizer inclemente, ou a chuva se fizer contínua por largo período, pensemos: Deus sabe o que faz.
Na Terra de provas e expiações em que nos situamos, ainda por muito tempo estaremos a braços com essas vicissitudes que são as intempéries, a que chamamos de capricho do clima, ou resultado de nossa própria imprevidência.
Também cogitemos de que habitamos um planeta com mais de seis bilhões de pessoas e que, de forma alguma, podemos pensar somente em nossas necessidades e nossos desejos.
Habituemo-nos, pois, em questões cujo comando nos foge, a crer que a vontade de Deus é a melhor.
Por Sua sabedoria, por Seu amor, por Sua ciência de todas as coisas, Ele sabe o tempo de tudo prover para os filhos a quem concedeu o imenso campo planetário para viver, crescer e semear.
Pensemos nisso
A Ditadura Juvenil
A cultura hodierna exalta em demasia a
juventude, oferecendo-lhe as mais belas contribuições para o prazer...
... e o aplicar nas experiências imaturas dos compromissos para os quais ainda não se encontra psicologicamente preparada.
Muito cedo se faz a iniciação sexual, sem qualquer consciência de responsabilidade, como se fosse um jogo de sensações sem as inevitáveis consequências da concepção que abre as portas ao aborto delituoso, e, em razão da variação de parceiros aos contágios de enfermidades perversas e devastadoras. O estímulo à frivolidade por meio dos atrativos bem trabalhados para os jogos das paixões e, quando se anuncia o cansaço prematuro, surgem as soluções mentirosas das drogas alucinógenas que permitem a ilusão da alegria e da renovação das energias que logo se consomem. A imaturidade dos jovens atirados à tirania do momento ligeiro que passa responde pela violência, pela exploração dos mais fracos, pela presunção ou pela perda da autoestima, por infelizes transtornos alimentares levando à anorexia e à bulimia, a fim de se subemeter aos extravagantes ditames da moda em torno da beleza física, com a perda das possibilidades de um futuro feliz. Cria-se nova linguagem, surgem comportamentos esdrúxulos estimulados pelos veículos de comunicação de massa e a vulgaridade toma conta dos arraiais da sociedade no culto exarcebado do erotismo, como se o ser humano fosse apenas o animal sexual atormentado pela libido. A cada momento surgem os deuses da alucinação na música estranha e agressiva, sem qualquer conteúdo de harmonia, na qual a extravagância e a alucinação dão vida aos seus mitos, assim como nos esportes, nas artes, com predomínio do agressivo e do desrespeito aos valores de dignificação da Humanidade em bem-urdida campanha para o retorno ao primarismo, como ser fosse possível abandonar-se todas as conquistas éticas logradas ao largo dos milênios de cultura, de civilização e de beleza... Dá-se a impressão que o investimento da loucura tem primazia desde que se possa fruir até a exaustão, sem nenhum amanhã à vista... Sucede, porém, que o tempo, na sua voragem inexorável, vai reduzindo em cinzas as construções de cada dia e atirando ao passado triste tudo quanto em um momento foi denominado de glória e disputa guerreira. Onde se encontram os grandes consquistadores de um dia, sejam aqueles belicosos que consquistaram os países e os perderam, sejam aqueloutros que fascinaram a geração em que nasceram ou todos que vieram de maneira exaltada e agora se encontram nas furnas do olvido. Astros luminosos das telas do cinema, da televisão, gênios do teatro e exemplares de incomum beleza não conseguiram manter-se na crista da onda e hoje são tristes sombras dos dias de mentirosa glória, sofrendo o abandono e a solidão, quando não devotados pelas enfermidades degenerativas ou pelo efeito dos farmacodependentes a que se entregaram, pelo abuso do álcool, do tabaco, dos excessos sexuais... Quem os veja, envelhecidos, debilitados e frágeis, com a máscara da tristeza afivelada à face, não tem ideia dos seus antigos momentos de brilho e de ostentação... Essa inevitável ocorrência sucede a todos quantos não desencarnaram no auge da fascinação que exerceram sobre as massas, tornando-se verdadeiros mitos na imaginação doentia dos seus fanáticos... A juventude é a quadra própria para a preparação da existência, breve ou longa, em que o sentido da vida caracterizar-se-á pela construção do futuro feliz, sem a perda da alegria inefável de viver com júbilo e harmonia. Mantém-se jovem em qualquer idade todo aquele que cultiva os ideias de beleza e de serviço à sociedade, não somente os que possuem a maquinaria orgânica ainda nova, mas essencialmente quem é capaz de amar e de sorrir mesmo quando as ocorrências não se apresentam aureoladas de bênçãos, antes de reflexões e de dores que fazem parte da agenda evolutiva de todas as vidas. Os anos juvenis são relativamente poucos, quando se trata de uma larga existência, mas tudo aquilo que foi armazenado nesse período irá permanecer para sempre como direcionador das aspirações e mantenedor dos sentimentos profundos do ser. Jovem, desse modo, pode ser considerado todo aquele que seja capaz de olhar para trás não se envergonhando dos atos que ficaram na retaguarda constituindo-lhes algozes impenitentes geradores de culpa e de desar. Corpos jovens existem que conduzem Espíritos profundamente comprometidos com as atitudes infelizes que resultam da imaturidade psicológica, e que se pudessem retornar àqueles dias de descuido emocional tudo fariam por terem agido de maneira diferente. Sendo, porém, impossível retornar para corrigir o que foi praticado equivocamente, dispõe-se do futuro que se encontra no presente ensejando um novo recomeço,uma nova atitude dignificadora cujos resultados se apresentarão no momento adequado. Educado o jovem e informado da transitoriedade de todas as coisas terrenas e da admiráveis aquisições morais, facilmente adapta-se aos ditames da ordem e do progresso, tornando-se cidadão responsável que promove o progresso da sociedade e avança em direção à plenitude. Desse modo, não são responsáveis os jovens pelas terríveis ondas de alucinação que varrem a Terra em todos os lados, mas aqueles que se lhes constituem modelos, na condição de educadores, de guiias, mais interessados em fruir os resultados nefastos dos seus atos consumistas e mentirosos, do que promoverem as gerações novas que chegam necessitadas de diretrizes de equilíbrio e de orientação. A cultura do corpo muito difundida estabelece os padrões de beleza esquecendo-se de informar que o indivíduo, em realidade, não é a forma, antes, pelo contrário, é a essência de que se constitui e que exterioriza, queira-o ou não através das vibrações que lhes são próprias. Por essa razão, é demasiadamente comum encontrar-se os ídolos das massas cercados de tudo menos de bem-estar, esfaimados nos banquetes físicos pelo pão do amor real, da fraternidade legóitima, da amizade, da paz interior. Sucede que todas as conquistas externas não lograram proporcionar, conforme se esperava o desenvolvimento psíquico. Há como efeito um terrível vazio existencial, mesmo nos jovens, quase em geral, que se atiram em busca de prazeres cada vez mais exorbitantes, pela perda da sensibilidade para as emoções simples e encantadoras da vida. Viciados, desde cedo, facilmente entregam-se ao tédio ou às emoções fortes predatórias para se sentirem realizados. Observe-se a conduta dos fanáticos desportistas, em suas reações contra a sociedade em geral e as pessoas em particular, quando os seus clubes não são vitoriosos, depredando, agredindo, matando em sanha selvagem inimaginável. Juventude, no entanto, é quadra primaveril predatória para a grandeza do verão da vida, e logo, o outono e o inverno existencial. Para que seja revertida essa ordem de valores negativos torna-se necessário restaurarem-se os princípios psicopedagógicos da atualidade, facultando liberdades de escolhas com responsabilidades de conduta; colocando-se limites na educação doméstica, a fim de que a criança compreenda que não é um títere, mas um aprendiz da vida e que a existência não lhe transcorrerá conforme gostaria, mas consoante os padrões gerais estabelecidos por Deus. Os transtornos e graves comportamentos de agora constituem um período de transição agressiva que cederá lugar ao de sofrimento expungitivo e de paz renovadora que virá. Conduzir, portanto, as mentes novas aos compromissos dignificantes é dever de todos so indivíduos adultos que marcham adiante, devendo deixar-lhes a trilha evolutiva assinalada pelas bênçãos que lhes facilitem a ascenção, evitando-lhes as dores que estão programando para o futuro.
Fonte: Livro - Liberta-te do mal - Divando Franco, pelo Espírito Joanna de Ângelis
... e o aplicar nas experiências imaturas dos compromissos para os quais ainda não se encontra psicologicamente preparada.
Muito cedo se faz a iniciação sexual, sem qualquer consciência de responsabilidade, como se fosse um jogo de sensações sem as inevitáveis consequências da concepção que abre as portas ao aborto delituoso, e, em razão da variação de parceiros aos contágios de enfermidades perversas e devastadoras. O estímulo à frivolidade por meio dos atrativos bem trabalhados para os jogos das paixões e, quando se anuncia o cansaço prematuro, surgem as soluções mentirosas das drogas alucinógenas que permitem a ilusão da alegria e da renovação das energias que logo se consomem. A imaturidade dos jovens atirados à tirania do momento ligeiro que passa responde pela violência, pela exploração dos mais fracos, pela presunção ou pela perda da autoestima, por infelizes transtornos alimentares levando à anorexia e à bulimia, a fim de se subemeter aos extravagantes ditames da moda em torno da beleza física, com a perda das possibilidades de um futuro feliz. Cria-se nova linguagem, surgem comportamentos esdrúxulos estimulados pelos veículos de comunicação de massa e a vulgaridade toma conta dos arraiais da sociedade no culto exarcebado do erotismo, como se o ser humano fosse apenas o animal sexual atormentado pela libido. A cada momento surgem os deuses da alucinação na música estranha e agressiva, sem qualquer conteúdo de harmonia, na qual a extravagância e a alucinação dão vida aos seus mitos, assim como nos esportes, nas artes, com predomínio do agressivo e do desrespeito aos valores de dignificação da Humanidade em bem-urdida campanha para o retorno ao primarismo, como ser fosse possível abandonar-se todas as conquistas éticas logradas ao largo dos milênios de cultura, de civilização e de beleza... Dá-se a impressão que o investimento da loucura tem primazia desde que se possa fruir até a exaustão, sem nenhum amanhã à vista... Sucede, porém, que o tempo, na sua voragem inexorável, vai reduzindo em cinzas as construções de cada dia e atirando ao passado triste tudo quanto em um momento foi denominado de glória e disputa guerreira. Onde se encontram os grandes consquistadores de um dia, sejam aqueles belicosos que consquistaram os países e os perderam, sejam aqueloutros que fascinaram a geração em que nasceram ou todos que vieram de maneira exaltada e agora se encontram nas furnas do olvido. Astros luminosos das telas do cinema, da televisão, gênios do teatro e exemplares de incomum beleza não conseguiram manter-se na crista da onda e hoje são tristes sombras dos dias de mentirosa glória, sofrendo o abandono e a solidão, quando não devotados pelas enfermidades degenerativas ou pelo efeito dos farmacodependentes a que se entregaram, pelo abuso do álcool, do tabaco, dos excessos sexuais... Quem os veja, envelhecidos, debilitados e frágeis, com a máscara da tristeza afivelada à face, não tem ideia dos seus antigos momentos de brilho e de ostentação... Essa inevitável ocorrência sucede a todos quantos não desencarnaram no auge da fascinação que exerceram sobre as massas, tornando-se verdadeiros mitos na imaginação doentia dos seus fanáticos... A juventude é a quadra própria para a preparação da existência, breve ou longa, em que o sentido da vida caracterizar-se-á pela construção do futuro feliz, sem a perda da alegria inefável de viver com júbilo e harmonia. Mantém-se jovem em qualquer idade todo aquele que cultiva os ideias de beleza e de serviço à sociedade, não somente os que possuem a maquinaria orgânica ainda nova, mas essencialmente quem é capaz de amar e de sorrir mesmo quando as ocorrências não se apresentam aureoladas de bênçãos, antes de reflexões e de dores que fazem parte da agenda evolutiva de todas as vidas. Os anos juvenis são relativamente poucos, quando se trata de uma larga existência, mas tudo aquilo que foi armazenado nesse período irá permanecer para sempre como direcionador das aspirações e mantenedor dos sentimentos profundos do ser. Jovem, desse modo, pode ser considerado todo aquele que seja capaz de olhar para trás não se envergonhando dos atos que ficaram na retaguarda constituindo-lhes algozes impenitentes geradores de culpa e de desar. Corpos jovens existem que conduzem Espíritos profundamente comprometidos com as atitudes infelizes que resultam da imaturidade psicológica, e que se pudessem retornar àqueles dias de descuido emocional tudo fariam por terem agido de maneira diferente. Sendo, porém, impossível retornar para corrigir o que foi praticado equivocamente, dispõe-se do futuro que se encontra no presente ensejando um novo recomeço,uma nova atitude dignificadora cujos resultados se apresentarão no momento adequado. Educado o jovem e informado da transitoriedade de todas as coisas terrenas e da admiráveis aquisições morais, facilmente adapta-se aos ditames da ordem e do progresso, tornando-se cidadão responsável que promove o progresso da sociedade e avança em direção à plenitude. Desse modo, não são responsáveis os jovens pelas terríveis ondas de alucinação que varrem a Terra em todos os lados, mas aqueles que se lhes constituem modelos, na condição de educadores, de guiias, mais interessados em fruir os resultados nefastos dos seus atos consumistas e mentirosos, do que promoverem as gerações novas que chegam necessitadas de diretrizes de equilíbrio e de orientação. A cultura do corpo muito difundida estabelece os padrões de beleza esquecendo-se de informar que o indivíduo, em realidade, não é a forma, antes, pelo contrário, é a essência de que se constitui e que exterioriza, queira-o ou não através das vibrações que lhes são próprias. Por essa razão, é demasiadamente comum encontrar-se os ídolos das massas cercados de tudo menos de bem-estar, esfaimados nos banquetes físicos pelo pão do amor real, da fraternidade legóitima, da amizade, da paz interior. Sucede que todas as conquistas externas não lograram proporcionar, conforme se esperava o desenvolvimento psíquico. Há como efeito um terrível vazio existencial, mesmo nos jovens, quase em geral, que se atiram em busca de prazeres cada vez mais exorbitantes, pela perda da sensibilidade para as emoções simples e encantadoras da vida. Viciados, desde cedo, facilmente entregam-se ao tédio ou às emoções fortes predatórias para se sentirem realizados. Observe-se a conduta dos fanáticos desportistas, em suas reações contra a sociedade em geral e as pessoas em particular, quando os seus clubes não são vitoriosos, depredando, agredindo, matando em sanha selvagem inimaginável. Juventude, no entanto, é quadra primaveril predatória para a grandeza do verão da vida, e logo, o outono e o inverno existencial. Para que seja revertida essa ordem de valores negativos torna-se necessário restaurarem-se os princípios psicopedagógicos da atualidade, facultando liberdades de escolhas com responsabilidades de conduta; colocando-se limites na educação doméstica, a fim de que a criança compreenda que não é um títere, mas um aprendiz da vida e que a existência não lhe transcorrerá conforme gostaria, mas consoante os padrões gerais estabelecidos por Deus. Os transtornos e graves comportamentos de agora constituem um período de transição agressiva que cederá lugar ao de sofrimento expungitivo e de paz renovadora que virá. Conduzir, portanto, as mentes novas aos compromissos dignificantes é dever de todos so indivíduos adultos que marcham adiante, devendo deixar-lhes a trilha evolutiva assinalada pelas bênçãos que lhes facilitem a ascenção, evitando-lhes as dores que estão programando para o futuro.
Fonte: Livro - Liberta-te do mal - Divando Franco, pelo Espírito Joanna de Ângelis
quarta-feira, 23 de julho de 2014
NÃO SE DEPRECIE
Não diga que você não merece a bênção de Deus.
Atendamos à realidade. Se a Divina Providência não confiasse em você, não teria você em mãos tarefas importantes quanto estas:
uma criatura querida a proteger; alguém a instruir; uma casa a sustentar;
um doente para assistir; uma profissão a exercer; esse ou aquele encargo, mesmo dos mais simples;
algum ensinamento a compor; essa ou aquela atividade de auxílio aos semelhantes;
algum trato de terra a cultivar; determinada máquina para conduzir.
Se a Sabedoria da Vida nada esperasse de você não lhe teria doado tantos recursos, quais sejam:
a inteligência lúcida que auxilia a discernir o certo do errado;
a noção do bem e do mal; as janelas dos cinco sentidos; a capacidade mental cujas manifestações você pode aprimorar ao infinito, empregando o esforço próprio;
a visão do corpo e da alma com que você realiza prodígios de observação e de análise;
a palavra, que você é capaz de educar, e com a qual você encontra as maiores possibilidades de renovar o próprio destino;
a audição com que recolhe mensagens de todos os setores da existência tão só pelo registro de sons diferentes;
as mãos que lhe complementam os braços, expressando-se por antenas hábeis de serviço;
as faculdades genésicas que, iluminadas pelo amor e dirigidas pelo senso de responsabilidade, lhe conferem poderes incomparáveis de criatividade nos domínios do corpo e do espírito;
os pés que transportam você, atendendo-lhe a vontade.
Se você detém maiores áreas de ação ou usufrui vantagens mais amplas, no que se reporta aos encargos e benefícios aqui relacionados, então você já obteve significativas promoções nos quadros da vida.
Quanto a imperfeições ou deficiências que ainda nos marquem, convém assinalar que estamos em evolução na Terra, sem sermos espíritos perfeitos.
Reflitamos nisso e aceitemo-nos como somos, procurando melhorar-nos e, ao melhorar-nos, estaremos construindo o caminho certo para a Espiritualidade Maior.
Chico Xavier
sábado, 19 de julho de 2014
A QUEM SERVES
A mulher e o homem contemporâneos, que vivem no mundo, ataviam-se em exagero, a fim de fruírem até a exaustão as concessões enganosas e agradáveis do trânsito carnal.
Fixados às sensações buscam, em contínuos esforços, às vezes, sacrificiais, os favores prazenteiros do momento, sem outros quaisquer compromissos, exceto, os para conseguirem recursos que lhes facultem a continuidade do gozo.
Vivem em função do imediato, celebrando o culto do corpo, sem a preocupação mínima com a essência que o mantém, excepcionalmente quando se instalam distúrbios psicológicos, alguns deles frutos da insensatez, no uso dos eventos de vida.
Desgastam-se com facilidade e, por mais se utilizem dos meios e técnicas de rejuvenescimento, dos recursos valiosos das cirurgias plásticas, sofrem os transtornos que se derivam da opção de comportamento a que se entregam, na incessante correria para ganhar o tempo.
No passado, as religiões preconizavam a fuga do mundo e das suas maquiavélicas manipulações para o isolamento monacal ou as cavernas desérticas para refúgio em rude ascetismo.
Nada obstante, embora a boa intenção, levavam-se a si próprios, as suas necessidades e conflitos que os alucinavam na solidão e, não raro, os vinculavam mais fortemente aos inimigos desencarnados com os quais mantinham conúbios muito perturbadores.
A visão de Jesus sobre a existência terrena é, no entanto, otimista e rica de sabedoria, adornada pela beleza, ao propor viver-se no mundo, embora não dependendo das suas constrições ou excessivas liberações.
É compreensível a ocorrência, porque todos somos servidores a soldo dos nossos amos.
Existem aqueles que, dependentes dos instintos primários, servem aos senhores perversos, que são os desejos infrenes neles dominantes.
Por essa razão, a Mitologia oferece um panteão de deuses, tantos quantos os níveis de consciência e de evolução dos seus adoradores, que se lhes vinculam através da similitude de hábitos e de aspirações.
Outros, são servidores da ira e do ódio, do ressentimento e da inveja, vivendo encarcerados em tormentos inimagináveis.
Igualmente, missionários da luz e da imortalidade renasceram no mundo para oferecer as inestimáveis contribuições que proporcionam a harmonia íntima, a superação das paixões primárias neles em primazia.
Superando, porém, a todos os construtores da fé religiosa e das filosofias idealistas encontra-se Jesus, que alterou a ética do comportamento, demonstrando a transitoriedade da organização física e a perenidade da vida.
Depois dEle, a cultura e a civilização encontraram a diretriz para dar sentido psicológico profundo à existência terrena.
Não padece dúvida que a Sua é a doutrina da mansidão, da paz, da pura alegria.
Servi-lO, passou a ser o objetivo fundamental da jornada humana.
As atrações e divertimentos, no entanto, necessários para proporcionar bem-estar, trabalhadas pelas mentes viciadas, passaram a constituir-se essenciais, superando os deveres e a dedicação ao fundamental, a vida espiritual!
Face ao tumulto que toma conta irrefreada de quase toda a sociedade, é indispensável que faças uma reflexão cuidadosa e, durante a mesma, uma interrogação: A quem sirvo?
Se abraças a doutrina da compaixão e da caridade, não te permitas os desvios de rota, buscando os prazeres e as futilidades que distraem, mas não preenchem o imenso vazio interior.
Todo aquele que procura a embriaguez dos sentidos consome-se no fogo das ansiosas mudanças de jogos, tentando renovação e preservação das satisfações sensoriais, vivendo sedentos de contínuos gozos.
Os servidores de Jesus são alegres e joviais, mas suas metas são significativas e gratas, duradouras, porque avançam além do portal de cinzas do túmulo.
Não cansam, nem debilitam o organismo, pelo contrário, fortalecem-no e mantêm-no saudável, mesmo quando frágil ou delicado.
Observa os ases campeões do mundo, no seu envelhecimento precoce, no desgaste imposto pelos hábitos doentios, como o álcool, o tabaco, as drogas aditivas, o sexo irresponsável...
...E de quando em quando, os suicídios espetaculares pelos excessos das substâncias destrutivas ou mesmo pela falta de motivação para viver, após alcançarem o topo da fama, na carreira a que se dedicaram, a admiração e a paixão das massas, que os não preencheram de alegria real, mantendo-os em tremenda solidão...
O serviço com Jesus, porém, não te impedirá o sofrimento, as vicissitudes que fazem parte do processo iluminativo, mas que contribuem com o conforto moral e o conhecimento da sua causalidade e da sua significação para o alcance da plenitude.
Como a existência na Terra tem por finalidade a depuração moral e a conquista da harmonia plena, ninguém transita sem a dor nem permanece, indefinidamente, sem a vivência da reflexão em torno do próprio sofrimento.
O servidor do mundo, por desconhecer esse mecanismo superior da evolução, quando chamado ao processo inevitável, desanima ou reage com violência, desespera-se ou recalcitra, tomba ou enlouquece...
O servidor de Jesus, porém, comporta-se de forma tranquila, porque sabe que também a aflição é transitória.
A quem serves?
Se elegeste Jesus, não te envergonhem a cruz dos testemunhos, nem as problemáticas que te auxiliam no crescimento espiritual.
Cristão sem cruz é apenas simpatizante do ideal que Ele ensinou e viveu.
Conduz, desse modo, a problemática afligente que te crucifica interiormente, mantém a alegria e torna-a fácil de superar, porque o Seu fardo é leve e o Seu jugo é suave.
A quem serves?
CRISTIANISMO SEM O CRISTO E O ESPIRITISMO
Atualmente, muitos religiosos se enfrentam ferozmente. São os judeus e palestinos que se matam; são os seguidores de Buda e hinduistas quem se mantêm em luta milenar; são pseudocristãos que se aniquilam em guerras absurdas, como se a Bíblia, o Evangelho, o Bhagavad Gita e o Alcorão fossem manuais de violência e, não, roteiro de iluminação espiritual.
A defecção moral, da atual liderança religiosa, demonstra que a moralidade pregada reverbera como "melosa e hipócrita", como disse Nietzsche. Sem líderes religiosos honestos, as propostas religiosas afastam pessoas, que sabem pensar, do sentimento de religiosidade superior e dão margem a que surjam críticos vigilantes, que desnudam seus erros, esmaecendo a esperança de almas primárias para a legítima fé.
Historicamente, sabemos que Sigmund Freud colocou, na berlinda, antigos e violentos conceitos CRISTÃOS e "afirmou ser o Cristianismo um movimento inútil, um infantilismo das massas." (1) O pai da psicanálise fez, das crenças, meros paliativos para neuroses individuais. O materialista Karl Marx, ao conhecer os "cristãos" (não o Cristo!), em sua profunda indignação, afirmou que o Cristianismo era o "ópio do povo" (2), ou seja, uma emanação do sistema de exploração da massa (capitalismo).
Embora a Igreja Romana e as seitas protestantes reivindiquem a herança do Cristianismo dos primeiros cristãos, que seguiam mais de perto os ensinamentos do Cristo, esse Cristianismo puro já não existe há muitos séculos. O Cristianismo, que talvez exista em nossa sociedade, é, apenas, residual.
O legítimo Cristianismo não chegou ao Século IV, exatamente, como em seus primeiros tempos, todavia, foi nesse período, sobretudo no Concílio de Nicéia, que recebeu um golpe de misericórdia. A partir de então, o decadente Império de Roma passou a reconhecer a Igreja oriunda desse Concílio, que, logo, tornou-se a religião oficial dos romanos, por decisão do Imperador Constantino e obrigatória, tanto para um terço dos cristãos, quanto para dois terços dos não-cristãos (bárbaros) do Império.
O Cristianismo entrou em um mundo no qual nenhuma religião, até então, havia penetrado com tanta força. Nesses dois mil anos de dominação cristã, no Ocidente, vimos "uma fé caolha", aliás, uma fé ser diluída, corrompida, deformada, e metamorfoseada em outra coisa, senão, negar a essência original, o Cristo.
Foram dois mil anos de busca desenfreada do poder, de privilégios, de controle de reis e de príncipes, de usos e abusos da máquina pública em seu próprio favor, sempre, aliando-se ao que haveria de vencer. A História registra que muitos colocaram as máscaras de cardeais, arcebispos, bispos, sacerdotes e pastores, a fim de se esconderem, enquanto faziam atrocidades inimagináveis contra o próximo. O Cristianismo, sem Cristo, exerceu controle sobre a massa, cobrando impostos através dos dízimos; controle sobre os homens, promovendo o medo pelas punições eternas e temporais; controle sobre a devoção, manipulando esses sentimentos, transformando-os em um suposto temor a Deus.
Atualmente, estamos assistindo ao surgimento de u'a máquina pseudorreligiosa. Máquina, como nunca fora criada antes. Máquina de comunicação, de manipulação do "sagrado", de venda de favores divinos ("milagres"), de hipnotização das pessoas ao poder e máquina que transforma a população, sem instrução, em um "rebanho de alienados". Apropriou-se, indevidamente, do nome de Jesus para ludibriar os fiéis, mantendo Maquiavel como mentor dos seus preceitos ambiciosos. Nessa atrofia religiosa, eis que surge a Doutrina Espírita, propondo a reconstrução do edifício desmoronado da fé, exaltando a verdadeira moral do Cristo que, durante séculos, permaneceu perdida, precisando, mais que nunca, ser preservada. Com o Espiritismo, Jesus ressuscita das cinzas desse "igrejismo" decadente e é entronizado como meigo condutor dos sentimentos, cujas valiosas lições de amor brilham como archote transcendente de verdades perenes.
O espírita, para colaborar na definitiva transformação moral do planeta, precisa pautar-se pelo desapego, pela humildade, pela simplicidade, lembrando, aos comprometidos com a tarefa de "unificação", que não será com construções de Centrões Espíritas luxuosos; com disputas de cargos para militância político-partidária; com brigas por cargos de destaque na Casa Espírita; com o vedetismo nas tribunas; com as questiúnculas dos simpósios e congressos "grandiosos", atualmente, vilmente, industrializados; ou, furtando-se ao estudo de Kardec e ao serviço da caridade, que iremos mudar a opinião de agentes formadores de opinião, seguidores de Freud, Marx, Nietzsche e outros.
Todos nós necessitamos palmilhar pela fé racional, a fim de compreendermos melhor o Espiritismo, todavia, reconhecemos, também, que não é a destruição inapelável dos símbolos religiosos aquilo de que mais necessitamos para fomentar a harmonia e a segurança entre as criaturas, mas, sim, a nova interpretação deles, até porque, "sem a religião, orientando a inteligência, cairíamos, todos, nas trevas da irresponsabilidade, com o esforço de milênios, volvendo, talvez, à estaca zero, do ponto de vista da organização material da vida do Planeta." (3)
FONTES:
Jorge Hessen
(1) Freud Sigmund. O Futuro de uma Ilusão, Rio de Janeiro: Editora Imago, 1997
(2) Marx Karl. O Capital, São Paulo: Ed. Centauro, 1997
(3) Mensagem psicografada por Francisco Cândido Xavier, em Uberaba/MG, na tarde de 18/08/71, para a reportagem da revista O Cruzeiro, do Rio de Janeiro, publicada na edição de 1/09/71
A defecção moral, da atual liderança religiosa, demonstra que a moralidade pregada reverbera como "melosa e hipócrita", como disse Nietzsche. Sem líderes religiosos honestos, as propostas religiosas afastam pessoas, que sabem pensar, do sentimento de religiosidade superior e dão margem a que surjam críticos vigilantes, que desnudam seus erros, esmaecendo a esperança de almas primárias para a legítima fé.
Historicamente, sabemos que Sigmund Freud colocou, na berlinda, antigos e violentos conceitos CRISTÃOS e "afirmou ser o Cristianismo um movimento inútil, um infantilismo das massas." (1) O pai da psicanálise fez, das crenças, meros paliativos para neuroses individuais. O materialista Karl Marx, ao conhecer os "cristãos" (não o Cristo!), em sua profunda indignação, afirmou que o Cristianismo era o "ópio do povo" (2), ou seja, uma emanação do sistema de exploração da massa (capitalismo).
Embora a Igreja Romana e as seitas protestantes reivindiquem a herança do Cristianismo dos primeiros cristãos, que seguiam mais de perto os ensinamentos do Cristo, esse Cristianismo puro já não existe há muitos séculos. O Cristianismo, que talvez exista em nossa sociedade, é, apenas, residual.
O legítimo Cristianismo não chegou ao Século IV, exatamente, como em seus primeiros tempos, todavia, foi nesse período, sobretudo no Concílio de Nicéia, que recebeu um golpe de misericórdia. A partir de então, o decadente Império de Roma passou a reconhecer a Igreja oriunda desse Concílio, que, logo, tornou-se a religião oficial dos romanos, por decisão do Imperador Constantino e obrigatória, tanto para um terço dos cristãos, quanto para dois terços dos não-cristãos (bárbaros) do Império.
O Cristianismo entrou em um mundo no qual nenhuma religião, até então, havia penetrado com tanta força. Nesses dois mil anos de dominação cristã, no Ocidente, vimos "uma fé caolha", aliás, uma fé ser diluída, corrompida, deformada, e metamorfoseada em outra coisa, senão, negar a essência original, o Cristo.
Foram dois mil anos de busca desenfreada do poder, de privilégios, de controle de reis e de príncipes, de usos e abusos da máquina pública em seu próprio favor, sempre, aliando-se ao que haveria de vencer. A História registra que muitos colocaram as máscaras de cardeais, arcebispos, bispos, sacerdotes e pastores, a fim de se esconderem, enquanto faziam atrocidades inimagináveis contra o próximo. O Cristianismo, sem Cristo, exerceu controle sobre a massa, cobrando impostos através dos dízimos; controle sobre os homens, promovendo o medo pelas punições eternas e temporais; controle sobre a devoção, manipulando esses sentimentos, transformando-os em um suposto temor a Deus.
Atualmente, estamos assistindo ao surgimento de u'a máquina pseudorreligiosa. Máquina, como nunca fora criada antes. Máquina de comunicação, de manipulação do "sagrado", de venda de favores divinos ("milagres"), de hipnotização das pessoas ao poder e máquina que transforma a população, sem instrução, em um "rebanho de alienados". Apropriou-se, indevidamente, do nome de Jesus para ludibriar os fiéis, mantendo Maquiavel como mentor dos seus preceitos ambiciosos. Nessa atrofia religiosa, eis que surge a Doutrina Espírita, propondo a reconstrução do edifício desmoronado da fé, exaltando a verdadeira moral do Cristo que, durante séculos, permaneceu perdida, precisando, mais que nunca, ser preservada. Com o Espiritismo, Jesus ressuscita das cinzas desse "igrejismo" decadente e é entronizado como meigo condutor dos sentimentos, cujas valiosas lições de amor brilham como archote transcendente de verdades perenes.
O espírita, para colaborar na definitiva transformação moral do planeta, precisa pautar-se pelo desapego, pela humildade, pela simplicidade, lembrando, aos comprometidos com a tarefa de "unificação", que não será com construções de Centrões Espíritas luxuosos; com disputas de cargos para militância político-partidária; com brigas por cargos de destaque na Casa Espírita; com o vedetismo nas tribunas; com as questiúnculas dos simpósios e congressos "grandiosos", atualmente, vilmente, industrializados; ou, furtando-se ao estudo de Kardec e ao serviço da caridade, que iremos mudar a opinião de agentes formadores de opinião, seguidores de Freud, Marx, Nietzsche e outros.
Todos nós necessitamos palmilhar pela fé racional, a fim de compreendermos melhor o Espiritismo, todavia, reconhecemos, também, que não é a destruição inapelável dos símbolos religiosos aquilo de que mais necessitamos para fomentar a harmonia e a segurança entre as criaturas, mas, sim, a nova interpretação deles, até porque, "sem a religião, orientando a inteligência, cairíamos, todos, nas trevas da irresponsabilidade, com o esforço de milênios, volvendo, talvez, à estaca zero, do ponto de vista da organização material da vida do Planeta." (3)
FONTES:
Jorge Hessen
(1) Freud Sigmund. O Futuro de uma Ilusão, Rio de Janeiro: Editora Imago, 1997
(2) Marx Karl. O Capital, São Paulo: Ed. Centauro, 1997
(3) Mensagem psicografada por Francisco Cândido Xavier, em Uberaba/MG, na tarde de 18/08/71, para a reportagem da revista O Cruzeiro, do Rio de Janeiro, publicada na edição de 1/09/71
Espiritismo na Rede
TRANQUILIZANTE
Não são os problemas da vida em si que nos agravam a tensão nervosa. São as questões-satélites que nascem de nossas dificuldades para aceitá-los.
Quantas vezes, pervagamos na Terra, sofrendo emoções desequilibradas, diante de companheiros queridos que não desejam, por agora, o nosso modo de ser? E em quantas outras nos atormentamos inutilmente, perante obstáculos complexos que claramente não nos será possível liquidar em apenas um dia?
Entretanto, observemos:
enfermidades aparecerão sempre no mundo, pedindo tratamento e não inconformidade para as melhoras precisas;
entes amados em luta são telas de rotina, solicitando entendimento e não atitudes condenatórias para alcançarem o reequilíbrio;
erros nossos e faltas alheias fazem parte do nosso aprendizado na escola da experiência, exigindo calma e não censura para serem retificados;
tentações são inevitáveis, em todos os sentidos, nos climas de atividade indispensáveis à nossa formação de resistência, reclamando serenidade e não agitação para serem extintas.
Em todas as situações aflitivas, use a prece como sendo o nosso melhor tranqüilizante no campo do espírito.
E quando problemas apareçam, não se deixe arrastar nas labaredas da angústia.
Você pode ficar em paz.
Para isso, basta que você trabalhe e deixe Deus decidir.
Pelo Espírito: ANDRÉ LUIZ
Psicografia: FRANCISCO CÂNDIDO XAVIER
Do livro: BUSCA E ACHARÁS
Quantas vezes, pervagamos na Terra, sofrendo emoções desequilibradas, diante de companheiros queridos que não desejam, por agora, o nosso modo de ser? E em quantas outras nos atormentamos inutilmente, perante obstáculos complexos que claramente não nos será possível liquidar em apenas um dia?
Entretanto, observemos:
enfermidades aparecerão sempre no mundo, pedindo tratamento e não inconformidade para as melhoras precisas;
entes amados em luta são telas de rotina, solicitando entendimento e não atitudes condenatórias para alcançarem o reequilíbrio;
erros nossos e faltas alheias fazem parte do nosso aprendizado na escola da experiência, exigindo calma e não censura para serem retificados;
tentações são inevitáveis, em todos os sentidos, nos climas de atividade indispensáveis à nossa formação de resistência, reclamando serenidade e não agitação para serem extintas.
Em todas as situações aflitivas, use a prece como sendo o nosso melhor tranqüilizante no campo do espírito.
E quando problemas apareçam, não se deixe arrastar nas labaredas da angústia.
Você pode ficar em paz.
Para isso, basta que você trabalhe e deixe Deus decidir.
Pelo Espírito: ANDRÉ LUIZ
Psicografia: FRANCISCO CÂNDIDO XAVIER
Do livro: BUSCA E ACHARÁS
segunda-feira, 7 de julho de 2014
PENSEMOS
É grande o número de pessoas que vive à procura de milagres para os mais variados males que as aflige.
Dizemos que procuram milagres porque a maioria busca algo que possa ser ingerido, injetado, cheirado ou passado na pele, e que faça prodígios.
E as receitas não faltam: “Nabo faz bem para isto”, “Cenoura para aquilo”, “Café cura tal coisa”, “Tal vitamina previne o envelhecimento”, “Tal legume faz nascer cabelo, tal erva evita a queda”, e assim por diante.
Estamos sempre procurando algo que resolva nossa vida. E bom seria que uma única cápsula fosse suficiente para todos os males que nos tiram o sossego.
No entanto, nossas buscas são sempre do exterior para o interior, quando o ideal seria de dentro para fora.
Tentamos retardar o envelhecimento da pele com vitaminas, e esquecemos que o melhor remédio para esse caso, é a nossa disposição de ânimo.
O otimismo, a esperança, a alegria, o trabalho voluntário e desinteressado são excelentes contra os radicais livres.
O preconceito, o interesse pessoal, o egoísmo, o ódio, a mágoa provocam rugas no corpo e doenças na alma, problemas difíceis de tratar.
A ira, a revolta, o desejo de vingança são verdadeiros venenos para o coração. Podem provocar graves problemas cardíacos e até levar ao óbito.
A inveja, o ciúme, a maledicência, a calúnia são bombas que destroem sem deixar vestígios.
Eis aí alguns pontos que merecem, sim, atenção e cuidado, pois dizem respeito ao nosso bem-estar.
Pouco ou nenhum resultado teremos ingerindo produtos, alimentos, ou remédios, se não fizermos um tratamento de intimidade, purificando a fonte das emoções.
Uma emoção desequilibrada pode causar muito mal ao nosso organismo.
Por isso é importante, se desejamos manter a saúde e o bem-estar, estabelecer alguns cuidados básicos que previnem uma série de males.
Uma boa leitura, um bom filme, um passeio, caminhadas freqüentes, uma boa noite de sono, brincar com crianças, rir, saltar de alegria, meditar…
A conversa sadia com amigos, a visita a um enfermo, a uma criança internada, alguns minutos de atenção a uma criança órfã são excelente profilaxia para diversos males.
Isso é fácil de comprovar. Você deve conhecer pessoas que fazem trabalhos voluntários por prazer. Elas são sorridentes, não aparentam a idade que têm, e geralmente não adoecem.
Não têm tempo para falar mal da vida alheia, não guardam mágoa, não carregam ódio, não sentem inveja nem ciúme, e estão sempre de bem com a vida.
Essas pessoas também são diferentes no ambiente onde trabalham profissionalmente, pois são leves, otimistas, e sua beleza brota de dentro para fora.
Já as pessoas que só pensam em si mesmas são mal-humoradas, prevenidas, vivem armadas contra todos, não confiam em ninguém, e geralmente aparentam mais idade do que têm.
Por todas essas razões, vale a pena investir no seu bem-estar de forma eficiente e duradoura.
Só então os produtos, alimentos e remédios poderão causar os resultados esperados, pois terão como contributo uma força que vem de dentro, potencializando seus efeitos salutares.
Os avanços científicos e tecnológicos são alavancas que podem fazer verdadeiros milagres em todas as áreas que produzem bem-estar, mas para nos ajudar com eficiência, dependem da nossa disposição íntima.
Pense nisso e comece a se cuidar, de forma correta e eficaz.
Você pode. E só você pode, pois quando se trata de zelar pela fonte da vida que existe em sua intimidade, é um trabalho que ninguém poderá fazer por você.
Cuide-se e cuide de sua saúde, começando sempre de dentro para fora…
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