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quarta-feira, 18 de julho de 2018
quarta-feira, 11 de julho de 2018
Jesus, o Libertador - Divaldo P. Franco & Joanna de Ângelis

Havia uma grande expectativa em Israel, que aguardava ansiosamente o Messias anunciado.
A voz dos profetas, que ficara silenciosa fazia alguns séculos, não alterara as notícias de que Jeová enviaria o libertador do Seu povo no momento adequado.
A presunção exagerada, que havia elegido como filhos de Deus somente os judeus, continuava na conduta arrogante daqueles que aguardavam receber o privilégio dos Céus em detrimento de toda a humanidade.
Descrevia-se a Sua chegada como o momento máximo da sua história de nação muitas vezes escravizada por outras mais poderosas, que então se curvariam humilhadas ante a grandeza da raça escolhida pela sua fidelidade e devotamento aos divinos códigos.
Antevia-se o momento da libertação, especialmente naqueles dias em que o Império Romano escarnecia das suas tradições e da sua liberdade, esmagando os seus ideais de independência.
Sentia-se mesmo que aquele era o momento, e que, em qualquer instante, os sinais de identificação apontariam o Escolhido.
Os sofrimentos vividos na Babilônia, no Egito e em outros lugares cruéis, no passado, não haviam sido esquecidos. Embora a coação prosseguisse e a miséria rondasse as suas vidas, estremunhando-as e dizimando-as, porque lhes retiravam tudo quanto possuíam, inclusive os parcos recursos, em razão dos impostos exorbitantes, não conseguiam, porém, tomar-lhes a esperança que teimava em permanecer nos seus corações.

Aguardava-se, portanto, que Ele chegaria em triunfo mundano, cercado de poder militar e de despotismo, de forma que vingasse as humilhações e dores que os Seus haviam experimentado através dos tempos.
Sentando-se no trono e governando com insolência e perversidade, somente àqueles que Lhe pertenciam concederia compaixão e bondade, ternura e amor, oferecendo-lhes os reinos da Terra, a fim de que pudessem fruir o poder e a glória anelados.
Esqueciam-se, porém, da transitoriedade da vida física e do impositivo da morte, que a todos arrebata, transferindo-os para a dimensão da imortalidade.
Por mais longos e prazenteiros fossem os dias de efusão e de orgulho, que esperavam viver, a fatalidade biológica os conduziria à velhice, ao desgaste, à consumpção do corpo e ao enfrentamento com a Vida Eterna.
Mas Israel e seus filhos estavam interessados no mundo, nos negócios da ilusão, nas conquistas terrenas.
A mágoa e o desejo de desforço acalentados por séculos demorados, conseguiram diluir na vacuidade o discernimento em torno dos valores reais da existência humaria.
Somente eram considerados o gozo e a supremacia sobre os demais povos, submetendo-os ao talante das suas desordenadas ambições.
A cegueira do orgulho envilecera os sentimentos do povo, não havendo lugar para a reflexão nem para o amor fraternal.

Ele veio e não O aceitaram.
Aguardavam um vingador que esmagasse os inimigos, enquanto Ele chegara para conquistar aqueles que se haviam transformado em adversários.
Esperavam que fosse portador de soberba, arbitrário e superior em crueldade àqueles que se fizeram odiados, mas Ele vivenciou o amor em todas as suas expressões, demonstrando que o Filho de Deus é lição viva de compaixão e misericórdia.
Em face das suas necessidades materiais, não poderiam receber o Embaixador do Reino de Deus, que vinha colocar os Seus alicerces na Terra, para erguer o templo da legítima fraternidade que deve viger entre todas as criaturas.
De início, antes da ira contra a Sua pessoa, desejaram arrastá-lO para as suas tricas farisaicas e para os seus domínios insensatos. E porque não conseguiram, voltaram-se contra Ele e Sua mensagem, perseguindo-O com insistência e ameaçando-O sem clemência.
Ele, porém, permaneceu integérrimo. A Sua tranqüilidade desconcertava-os, fazendo que arremetessem furibundos contra os ensinamentos de que se fazia portador e procurando um meio de envolvê-lO em algum conceito que O pudesse criminar, a fim de O matarem.
Encharcados de presunção, o único sentido para a vida centrava-se na busca do poder, do prazer, no vingar-se dos inimigos reais e imaginários.
Não é de estranhar que Jesus não lhes representasse o cumprimento das profecias.
Embora o Seu fosse o maior poder que a Terra jamais conheceu, os ambiciosos que desejavam o mundo não estavam interessados na Sua força incomparável, que se fazia soberana ante os ventos, as ondas do mar durante a tempestade, ou diante dos distúrbios da mente, da emoção e do corpo das criaturas que O buscavam.
Invejosos, não podendo negar-Lhe a grandeza, acusavam-nO de ser emissário do Mal, veículo satânico.
Jesus compadecia-se deles e exortava-os à liberdade espiritual, que é a verdadeira, conclamando-os ao despertamento para a realidade.
Mas os tóxicos do ódio haviam-nos envenenado desde há muito, não havendo espaço mental nem emocional para o refrigério da compreensão nem para a bênção da paz.

Ainda hoje Israel não O entendeu. Prossegue esperando o seu Messias dominador, banhando-se de sangue e sacrificando-se, enquanto os seus filhos estorcegam em reencarnações purificadoras e aflitivas através dos evos.
O amor, que é a solução para todos os problemas humanos e os conflitos que se abatem sobre a erra, ainda não é reconhecido como o único recurso capaz de gerar felicidade nos corações.
Passaram aqueles dias tormentosos e outros muitos, enquanto Jesus permanece como o libertador de consciências, conduzindo-as no rumo da plenitude.
recorda-te dEle e entrega-te a Ele sem qualquer relutância.
Ele te conduzirá com segurança pelo vale da morte e pela noite escura das paixões, apontando-te o amanhecer luminífero por onde seguirás no rumo da felicidade.
quarta-feira, 4 de julho de 2018
quarta-feira, 20 de junho de 2018
NOSSOS FILHOS SÃO ESPÍRITOS
Como diz a máxima de sabedoria espiritual:
“Nossos filhos não são nossos filhos.”
São apenas espíritos parceiros, irmãos espirituais numa mesma jornada de evolução…
Vamos entender de uma vez por todas que não existem pais e filhos…
Do ponto de vista espiritual, não há pai, mãe, filho ou qualquer outro papel biológico.
Existem apenas espíritos que se ajudam num mesma caminhada espiritual…
Entenda que seus filhos não são seus filhos… são filhos de Deus.
Deus é o único pai de todos nós.
Um Pai eterno, que tudo vê, tudo sabe e está presente em todos os lugares.
Um Pai eternamente vigilante, que não dorme e sempre cuida dos seus filhos.
Somos todos filhos de Deus, filhos e filhas de um mesmo Pai celestial.
Como filho de Deus, você tem o sagrado direito a maior herança que existe em todos os tempos.
Essa herança é o cosmos infinito… que te pertence e que no qual você viverá a eternidade.
Por que se preocupar com o destino dos nossos filhos?
Acaso esse pai eterno e infinito, onipresente, onipotente e onisciente, deixaria seus filhos abandonados a sua própria sorte?
Ou Deus, sendo soberanamente justo, bom e perfeito, sabe melhor do que nós como cuidar de seus filhos?
Julgamos que sabemos melhor do que a perfeição divina o que é bom para nossos filhos?
O pai terreno pode abandonar, pode morrer, pode se magoar, pode falhar, pode duvidar, pode errar de diversas formas com seus filhos.
Mas o Pai eterno jamais erra, jamais abandona, jamais duvida, jamais morre e está sempre presente.
A mãe e o pai terrenos desejam obter a posse do filho. Proclamam aos quatro ventos: “É MEU filho”.
Nada mais falso, pois os filhos são espíritos livres e independentes que tem seu passado, sua história, suas experiências e seu próprio destino.
Os pais que desejam ter a posse dos filhos e desejam controlar seu destino deverão prestar contas diante de Deus, o verdadeiro Pai.
Não tem problema o filho do outro ser lixeiro… meu filho vai ser doutor.
É certo que muitas vezes os filhos ensinam muito mais aos pais do que os pais aos filhos.
Por que nos arrogamos o direito de dizer-lhes o que fazer, o que pensar e como devem ser?
Aquele que acredita saber o que é melhor para os filhos se engana imensamente, está mergulhado numa grande ilusão.
Não temos o direito de decidir por eles, de controla-los e menos ainda de fazer deles nossa imagem e semelhança.
Eles devem ser livres para ser, fazer e pensar o que desejarem.
Não há o que se preocupar, pois há um Pai perfeito cuidando deles.
Na hora da prova, o Pai acompanha seus filhos… Deus permite que eles errem para que aprendam com as consequências dos seus atos.
Como disse Jesus: “Se vós, pois, que sois maus, sabeis dar boas coisas a vossos filhos, quanto mais vosso Pai celeste dará boas coisas aos que lhe pedirem”.
Nossos filhos são espíritos… entenda isso e entregue-os nas mãos de Deus
quinta-feira, 7 de junho de 2018
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